Sexta-feira 27a semana TC
Jl 1,13-15; 2,1-2
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Para entender a descrição da tragédia nacional que o profeta Joel faz, precisamos imaginar uma praga de gafanhotos que assola o país. Como um exército inumerável e bem organizado, a nuvem de gafanhotos avança passo a passo, deixando para trás de si a desolação e a morte. As colheitas são devastadas. A alegria se apaga no rosto dos camponeses e dos sacerdotes. Assim o “dia do Senhor” não será um tempo de felicidade, mas de alerta e de sofrimento. “Tocai trombeta em Sião, gritai alerta em meu santo monte; tremam os habitantes da terra, que está chegando o dia do Senhor, ele está às portas. É um dia de escuridão fechada, dia de nuvens e remoinhos”.
Diante desse dia terrível que se aproxima, o que fazer? O profeta chama o povo à conversão, oração e penitência: “ponde as vestes e chorai, sacerdotes gemei. Entrai no templo, deitai-vos em sacos, ministros de Deus. Prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia, congregai toda a gente do povo na casa do Senhor e clamai ao Senhor”. Os sinais exteriores do saco, do pranto e do luto brotam de uma forte convicção da necessidade de Deus, porque as colheitas foram devastadas e, por isso, não as pessoas não têm o que oferecer a Deus.
O profeta Joel, porém, não interpreta a calamidade nacional como castigo de Deus pelo pecado. É interessante que ele a interpreta como sinal da proximidade do “Dia do Senhor”. Esse dia é o dia em que Deus visita o seu povo. De fato, Deus visita o povo com frequência, mas há um que será o último, o dia por excelência da ação redentora de Deus.
Quando Joel fala do Dia do Senhor, ele anuncia esse último dia e, por isso, é preciso estar alerta. O temor da justiça de Deus se propaga pela natureza inteira, que treme e se assusta perante esse Dia. Assim o Dia do Senhor será também o do julgamento de Deus. A visão da nuvem de gafanhotos que tudo arrasa é uma imagem de como Deus levará a efeito a sua justiça e punirá os culpados.
Por tudo isso que se aproxima a mensagem profética é clara: estejam preparados, façam oração e penitência. Isso será o mesmo que Jesus dirá aos seus discípulos quando lhes falar do último dia e do fim dos tempos.
Por Dom Julio Endi Akamine SAC
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