Sábado da 33ª Semana do TC
1Mc 6,1-13
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O rei Antíoco tinha um projeto de unificação político religiosa do seu reino. Impondo aos habitantes de seu reino a religião pagã que cultuava Baal, ele pensava unir todos os povos que estavam sob seu domínio.
O que a leitura de hoje nos revela é que Antíoco não lutou somente contra os judeus. Ele lutou contra Deus, e Deus, no fim, o castigou.
Uma serie de acontecimentos e de notícias assustadoras provocam no rei Antíoco uma forte depressão a ponto de o adoecer e, por fim, leva-lo à morte. Ele é derrotado militarmente, mas sobretudo no campo cultural e religioso. Sinal dessa sua derrota é a purificação do templo e as obras de defesa feitas em Jerusalém.
O rei moribundo, por fim, faz uma confissão: “lembro-me agora das iniquidades que pratiquei em Jerusalém. Reconheço que é por causa disso que estas desgraças me atingiram, e com profunda angústia vou morrer em terra estrangeira”. Essa confissão, porém, não significa verdadeira conversão. É somente o reconhecimento trágico do fracasso causado por sua culpa. E esse reconhecimento de sua culpabilidade só aumenta ainda mais a dor do seu fracasso.
O que aconteceu com Antíoco – o lamento de uma vida fracassada, a consciência de ter agido injustamente, a dor pela culpa e a constatação de um fim infeliz – serve para nós como uma advertência. Se não quisermos morrer do mesmo jeito, é preciso viver de outro jeito.
Por Dom Julio Endi Akamine SAC
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