6ª feira da 16ª TC
Ex 20,1-17
A leitura de hoje narra o dom dos dez mandamentos ou “Decálogo”.
Decálogo literalmente “dez palavras” (Ex 34,28; Dt 4,13; 10,4). Estas dez palavras, Deus as revelou ao seu povo na montanha sagrada. Escreveu-as com o “seu Dedo”, ou seja, são palavra de Deus de eminente.
O Decálogo precisa ser compreendido, antes de mais nada, no contexto do Êxodo que é o grande acontecimento libertador de Deus. Por isso, os mandamentos de Deus não são uma nova forma de escravidão, mas estão finalizados a preservar a liberdade que Deus dá ao seu povo. O decálogo indica as condições de uma vida livre da escravidão do pecado. O Decálogo é um caminho de vida:
“Se amares o teu Deus, andares nos seus caminhos e guardares os seus mandamentos, leis e costumes, viverás e te multiplicarás» (Dt 30,16).
Essa força libertadora do Decálogo aparece, por exemplo, no mandamento sobre o repouso do sábado, que abrange igualmente os estrangeiros e os escravos:
«Recorda-te de que foste escravo no país do Egito, de onde o Senhor teu Deus te fez sair com mão forte e braço poderoso» (Dt 5,15).
As «dez palavras» são pronunciadas por Deus no decurso de uma teofania. Fazem parte da revelação que Deus faz de Si mesmo. Os mandamentos são, portanto, uma dádiva do próprio Deus e da sua vontade.
É no âmbito da Aliança que os mandamentos recebem o seu pleno significado. Segundo a Escritura, o procedimento moral do homem atinge todo o seu sentido na e pela Aliança. Assim a relação com a Aliança, revela que a vida moral é resposta à iniciativa amorosa de Deus. O agir moral não é uma ação de escravos. Pelo contrário, é reconhecimento, homenagem a Deus e culto de ação de graças a ação salvadora de Deus. A vida moral é cooperação com o plano que Deus prossegue na história.
“O Senhor prescreveu o amor para com Deus e ensinou a justiça para com o próximo, para que o homem não fosse nem injusto nem indigno de Deus. Assim, através do Decálogo, Deus preparava o homem para se tornar seu amigo e ter um só coração com o seu próximo. As palavras do Decálogo continuam a ser para nós cristãos o que eram. Longe de serem abolidas, elas receberam amplificação e desenvolvimento, com o fato da vinda do Senhor na carne” (Orígenes).
Por Dom Julio Endi Akamine SAC
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