3º Domingo do TC – B
Mc 1,14-20
Para cada uma das três passagens deste domingo, o tempo assinala uma realidade diferente:
- Jn: o tempo que falta para o castigo; o tempo que falta é espera do castigo merecido.
- 1Cor: o tempo oportuno abreviou-se porque está próxima a parusia: a segunda vinda de Cristo. O tempo que vivemos é o último tempo.
- Mc: o tempo se cumpriu porque chegou a sua plenitude: o Reino de Deus. Acabou a espera: chegou o que esperávamos. Acabou a promessa, porque ela foi cumprida.
Nas três passagens, encontramos a urgência do tempo em que vivemos:
Urgência da conversão para escapar ao castigo
Urgência do último tempo porque chega o fim.
Urgência do tempo porque o Reino está presente e é preciso acolhê-lo.
O tempo do profeta Jonas é tempo de conversão. O tempo de Paulo é o tempo para avaliar com sabedoria todas as coisas. O tempo do Evangelho é o tempo para crer.
“O tempo já se completou”. Vivemos um tempo de urgência. É o tempo extraordinariamente favorável para a salvação. Por isso precisamos mudar nossa concepção de tempo: mudar de “tempo é dinheiro” para “tempo é graça”.
“Convertei-vos e crede no Evangelho”. O Evangelho não é somente a doutrina e o ensino de Jesus. O Evangelho é a própria pessoa de Jesus. Ele é o Evangelho.
Nas religiões de revelação o fundador da religião é menos importante do que sua doutrina. O Islão não é Maomé, mas a sua revelação sobre Deus. O budismo não é Buda, mas a sua doutrina de salvação. No cristianismo, ao contrário, a doutrina é importante, mas ela está subordinada à pessoa de Jesus. Se tirarmos Jesus, o cristianismo desaparece. A própria doutrina ensinada que Jesus ensina se refere ao mistério da sua pessoa.
Por Dom Julio Endi Akamine SAC
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