Terça-feira da 9a semana
Tb 2,9-14
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Os dois primeiros capítulos do livro descrevem Tobit como um fiel exemplar. Enquanto estava em sua terra, Tobit não frequentava templos cismáticos, mas era fiel ao único de Jerusalém. Ele entregava o primeiro dízimo das suas colheitas e do seu gado aos sacerdotes e levitas; o seu segundo dízimo ao banquete no templo; e o terceiro aos órfão, viúvas e pobres. Quando foi deportado para Nínive, ele se abstinha dos alimentos impuros, dava esmolas, repartia seu pão e o seu vestuário com os necessitados e dava sepultura aos mortos.
Mesmo tendo uma vida exemplar, Tobit nem sempre foi recompensado, mas, ao contrário, foi submetido a provações: teve seus bens confiscados, foi perseguido pelo rei Senaqueribe. Essas provações atingem o seu ponto alto na leitura de hoje: Tobit fica cego e é exposto às críticas de sua esposa: “Onde estão as tuas esmolas? Onde, as tuas boas obras? Vê, tudo isso é reconhecido só por ti”.
As palavras de Ana, esposa de Tobit, exprimem bem a provação de Tobit. Se Tobit é tão fiel à Lei e tão caridoso para com os irmãos, por que motivo lhe sucedem tantas desgraças? Parece que ninguém reconhece as boas obras de Tobit: os vizinhos o criticam, a esposa manifesta seu ceticismo. Nem mesmo Deus parece reconhecer as boas obras de Tobit, pois ele agora está cego e, mais uma vez, reduzido à miséria.
A resposta a essa crise será dada mais adiante no próprio livro de Tobias.
Por Dom Julio Endi Akamine SAC
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