Sermão das Sete Palavras

As sete palavras de Jesus nos põe diante de suas últimas palavras. Elas não são delírios de um moribundo, mas a síntese mais importante da vida de Jesus.

Em cada palavra está contida toda a vida e toda a missão de Jesus. Como últimas, elas são também as que demonstram a preocupação mais verdadeira, mais intensa de Jesus, o seu desejo mais autêntico, o sentido de sua vida e de sua dedicação.

Para que Jesus viveu? Para que Jesus morreu? Qual é o sentido do seu sofrimento?

Tudo isso encontramos concentrado, espremido e sintetizado nas pouquíssimas, mas derradeiras palavras de Jesus.

 

 

PRIMEIRA PALAVRA:

“Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”.

Encontramos essa palavra em Lucas, 23, 34: “Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, ali crucificaram Jesus e os malfeitores, um à sua direita, e outro à sua esquerda. Jesus disse: ‘Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem’”.

A primeira palavra é uma palavra de perdão. É a primeira e, por assim dizer, também a última. É o início e o fim, origem e finalidade. Tudo, na vida de Jesus, do início ao fim, consiste em perdoar o pecado.

Trata-se, primeiramente, de uma oração. Ele não somente ora ao Pai, como sempre fez na vida: ele ora e se torna essa oração. Ele se dirige ao Pai e pede que perdoe os seus inimigos. Ele também vai prometer o Paraíso ao bom ladrão arrependido, e, por fim, irá pedir ao discípulo amado que acolha sua mãe como sua própria mãe.

Jesus rezou pelos inimigos. Jesus rezou pelo pecador arrependido. Jesus ora pelos santos. Essa é a vida de Jesus, é a oração de Jesus: perdoar os inimigos, perdoar o pecador, e cuidar daqueles que o seguem.

O sofrimento da cruz é atroz. Por isso, os soldados esperavam, de Jesus, gritos de dor, de desespero. Era comum que os crucificados proferissem palavras de ódio contra os soldados, que amaldiçoassem os seus algozes e xingassem de maneira descontrolada. Por isso, às vezes, os soldados chegavam a cortar a língua dos crucificados, para não terem que aturar ofensas e xingamentos.

Os soldados, portanto, são surpreendidos pela oração de Jesus. Da boca de Jesus não sai palavra de recriminação, de vingança, maldição ou blasfêmia. Ele faz o que sempre ensinou: “Amai os vossos inimigos e rezai pelos que vos perseguem”. Ele tinha ensinado com palavras, mas agora ensina com a prática.

Jesus não pensa em si. Não pensa em sua dor, na injustiça que lhe fazem. Ele se preocupa com os seus inimigos e os que o perseguem. “Eles não sabem o que fazem”.

Jesus reza para que sejam perdoados os soldados que o pregaram na cruz e repartem entre si as suas vestes. Pede perdão pelo soldado que lhe deu uma bofetada. Por Pilatos, que não cumpriu seu dever de fazer justiça, por Herodes. E Jesus reza, também, por mim, que continuo ofendendo-o com os meus pecados. Jesus pede perdão ao Pai por mim, que prejudico os outros com o meu pecado e meu mau exemplo.

Rezemos por aqueles que nos ofenderam e nos prejudicaram:

Pai nosso…

Ave-Maria…

Glória ao Pai…

 

 

SEGUNDA PALAVRA:

“Em verdade eu te digo, hoje estarás comigo no paraíso” (Lucas, 23,43).

Por cima de sua cabeça pendia esta inscrição: “Este é o Rei dos Judeus”. Um dos malfeitores com ele crucificados, blasfemava contra ele: “Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós”. Mas o outro o repreendeu: “Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Para nós isto é justo, recebemos o que merecemos, por nossos crimes, mas este não fez mal algum” E acrescentou: “Jesus, lembra-te de mim quando tiveres entrado no teu reino”! Jesus respondeu-lhe: “Em verdade eu te digo, hoje estarás comigo no paraíso”.

Dois criminosos foram crucificados com Jesus, cada um num lado. Eles são a imagem dos caminhos que nós podemos tomar em nossa vida. Eles são a representação da nossa reação diante do sofrimento: zombar, blasfemar, ou reconhecer o próprio pecado para, assim, nos confiar a quem nos pode salvar.

Nem todo sofrimento é bom. Depende do modo como o enfrentamos. Os dois malfeitores exprimem o modo como podemos enfrentar o sofrimento. o “bom ladrão” reconheceu que aquele que estava ao seu lado, nas mesmas condições de condenado, era, na verdade, o Filho de Deus.

Não é fácil reconhecer o Salvador quando ele está agonizando numa cruz. Não é fácil reconhecê-lo quando ele está condenado como um malfeitor. Essa dificuldade revela, com mais força ainda, a ação da graça de Deus no pecador.

Não sabemos como se deu a conversão daquele malfeitor. Talvez tenha sido a oração de Jesus pedindo perdão aos inimigos. Se ele reza pelos inimigos, por que também não poderia rezar por um pecador como ele? As pessoas que assistem a crucifixão, os chefes dos sacerdotes, ofendiam e zombavam de Jesus.

Pilatos até tinha tido o requinte de mandar fixar uma placa irônica e ameaçadora sobre a cabeça de Jesus: “Eis o Rei dos Judeus”. Com essa placa, Pilatos ameaça: “Vejam o que acontece com quem ousa me desafiar”.

Jesus pregou o Reino de Deus, e Pilatos entendeu muito bem o que era esse reino. Por isso, adverte, através dessa placa, o que acontecerá com quem for desse reino anunciado por Jesus.

O “bom ladrão” também entendeu o que é o reino anunciado por Jesus. Por isso, faz um dos pedidos mais bonitos do evangelho: “Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu reino”.

A resposta de Jesus é ainda mais surpreendente: “Em verdade eu te digo: hoje estarás comigo no paraíso”. A salvação é mais do que uma promessa. Ela se tornou realidade, pois ele reconheceu Jesus como o Salvador.

Diante da cruz podemos ter reações diferentes: sermos incrédulos como os sumos sacerdotes, sermos sarcásticos como Pilatos, que zomba da impotência do condenado, sermos blasfemos como o outro crucificado, ou podemos ser como o bom ladrão, que reconhece o próprio pecado e recorre a quem nos pode salvar.

Jesus é o refúgio do pecador. É o abrigo seguro para os que se reconhecem necessitados do Salvador.

Rezemos pela conversão dos pecadores, pela própria conversão, rezemos por aqueles que estão longe de Deus e da Igreja:

Pai Nosso…

Ave-Maria…

Glória ao Pai…

 

 

TERCEIRA PALAVRA:

“Eis o teu filho; eis tua mãe” (João 19,25-27).

“Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à mãe: “mulher, eis aí teu filho”. Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante, o discípulo a levou para sua casa”.

Jesus se preocupa com a sua mãe. Ele já não pode mais acompanhá-la, pois a morte se aproxima. Ao olhar para baixo vê sua mãe ao pé da cruz. Jesus experimentara por muitos anos o que significava ter cuidado. Ele foi acolhido, foi acalentado, foi protegido, foi educado por Maria e José. Era submisso a eles e cresceu em estatura, e em graça, sob os cuidados do pai e da mãe. Maria agora está de pé, junto à cruz. Acompanha o seu Filho sofredor e agonizante. Maria está em plena comunhão com a dor de Jesus. Ela se compadece, sofre e padece com Jesus.

Simeão, anos antes, tinha dito que Jesus seria a causa de queda e de reerguimento de muitos. Tinha dito a Maria que uma espada traspassaria sua alma. Naquela ocasião ela estava com o Menino Jesus e ao seu lado estava José. No momento em que a profecia de Simeão se cumpre, Maria tem, ao seu lado, o discípulo amado. No discípulo amado está presente a Igreja. Estão presentes todos os discípulos de Jesus.

A preocupação de Jesus em confiar sua mãe ao discípulo amado é mais do que um acontecimento privado. Tem um alcance universal, tem um significado para nós. A Igreja precisa de uma mãe. E a mãe de Jesus é quem terá a missão, a partir da cruz, de assumir tal encargo.

Ao oferecer Maria como mãe, mãe da Igreja, Jesus pensa em nossa salvação. Por isso, ele a entrega ao discípulo amado, pois no discípulo amado estamos presentes todos nós. A resposta do discípulo amado não foi em palavras: foi em ato: ”dessa hora em diante o discípulo a levou para sua casa”.

Alguns dizem que Maria tem outros filhos além de Jesus. De certa forma, e de maneira misteriosa, essa afirmação se tornou verdadeira ao pé da cruz. Maria nos recebeu como filhos, ou melhor, nós fomos dados como filhos a Maria por Jesus. E nós recebemos de Jesus Maria como nossa mãe. Nós nos tornamos filhos numa nova humanidade que tem sua origem no novo Adão, que associou Maria como nova Eva. Eva tinha oferecido a Adão o fruto, e os dois pecaram pela soberba de quererem ser deuses, sem Deus e em oposição a ele.

Maria agora oferece para nós o fruto bendito de seu ventre que pende da árvore da Cruz.

Rezemos pela Igreja, que nasceu do lado aberto pela lança:

Pai Nosso…

Ave Maria …

Glória ao Pai…

 

 

QUARTA PALAVRA:

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes”? (Mateus 27,46-50)

A quarta palavra de Jesus na cruz nos põe diante do mistério do abandono e da companhia de Deus.

“Por volta da hora nona, Jesus deu um grande grito: ‘Eli,Eli, lamá sabachtháni’?, isto é: ‘Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?’ A estas palavras alguns dos que ali estavam diziam: ‘ele chama por Elias!’ Imediatamente um deles tomou uma esponja, embebeu-a em vinagre e apresentou-a na ponta de uma vara para que bebesse. Mas outros diziam: ‘Deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo’! Jesus, então, deu um grande brado e entregou a alma”.

Só depois de ter rezado pelos inimigos, pelos pecadores, pelos discípulos, Jesus revela a sua dor. Nesta oração, em forma de pergunta, de queixa dirigida ao Pai, Jesus recolhe, no seu brado, todos os sofrimentos dos que se sentem abandonados por Deus. A dor e o sofrimento atroz tendem a fazer o ser humano se revoltar contra Deus. No seu clamor, no clamor de Jesus, estão presentes todas as dúvidas que as pessoas têm sobre a presença de Deus.

Todos os medos, todos os pavores que nos assaltam no momento de escuridão e da falta de sentido, o clamor do crucificado carrega o peso das dúvidas provocadas pelas maldades e crimes que tornam nossa existência triste e absurda.

E é do mais profundo do desespero humano que brota a esperança. Jesus se queixa do abandono de Deus e do fundo dessa experiência de abandono, exprime o desejo ardente que tem de Deus.

Jesus não é apenas um homem diante de Deus. Ele é o Filho diante do Pai. O clamor não somente assume o sofrimento do homem abandonado por Deus no sofrimento. É, sobretudo, o grito do Filho que busca o Pai.

É exatamente por isso que há esperança para nós: porque o Filho nos acompanha até à mais escura solidão. Se eu experimento que Deus me abandonou, posso, por causa do clamor de Cristo na cruz, experimentar que Cristo me acompanha na solidão.

Deus não deu uma resposta ao drama da solidão provocada pelo sofrimento. Ele sofre junto com o abandonado e o acompanha até o extremo da solidão mais terrível, quando Deus parece se apagar de nossa vida, quando parece que ele se distancia e me abandona na solidão. Não devemos nos esquecer de que o filho abandonado está comigo, ainda mais que o abandono que Jesus experimenta na cruz supera infinitamente qualquer experiência de abandono que eu possa sofrer.

É uma ilusão de ótica do homem supor que o sofrimento acontece aqui embaixo e lá em cima está observando um Deus feliz e indiferente, que não toma parte. Todos os punhos dos homens fechados contra o céu apontam para a direção errada. O sofredor que grita na agonia está aí: está presente, está em Deus. Ele está em Deus porque o mundo inteiro com todo o seu sangue, com todas as suas lágrimas está no Cristo abandonado.

Rezemos pelos que estão sozinhos e abandonados:

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…

 

 

QUINTA PALAVRA:

“Tenho sede” (João 19,28).

 “Em seguida, sabendo Jesus que tudo estava consumado, para se cumprir plenamente a escritura disse: ‘tenho sede’”.

De todas, essas são as palavras mais curtas. A frase curta revela o cansaço e a agonia de Jesus. Não deixa, também, de revelar o seu amor. De seus lábios ressecados, de sua garganta seca, do seu coração sagrado, sai esse lamento quase inaudível.

Um dos hinos da celebração de hoje (6ª Feira Santa) canta este lamento: “Bela vinha eu te plantara, tu plantaste a lança em mim. Águas doces eu te dava, tu foste amargo até o fim”. Este hino revela a ingratidão do homem para com aquele que ofereceu tudo ao homem.

A história da Salvação conta como ao povo sedento do deserto Deus fez, por meio de Moisés, brotar água da rocha. Quando, porém, o próprio Filho de Deus, pendente da cruz sente sede, não há ninguém para saciar a sua sede.

Se a quarta palavra expressou o sofrimento do homem sem Deus, esta quinta palavra revela o sofrimento de Deus sem o homem. O Criador foi abandonado pela criatura. O Criador não quer existir sem a criatura. O Pastor deseja a companhia de suas ovelhas. A sede de Cristo na cruz é a sede de quem ama. É uma sede que só pode se saciada pela “água” das almas. A sede de Jesus é sede física, mas, sobretudo, é sede de almas. É a sede de vida eterna para todos nós, é a sede de salvar a humanidade.

Aquele que agora tem sede tinha prometido, para a samaritana, água viva. Ele tinha prometido que “se conhecesses o dom de Deus e quem lhe pede água, tu mesma lhe pedirias água e ele te daria água viva”.

Jesus nos dá água viva, e nós lhe negamos a água para a sua sede. Negamos a água que evapora, mas também lhe negamos a água que somos nós mesmos.

Rezemos pelas populações inteiras que não têm acesso à água. Rezemos por aqueles que têm sede de Deus para que, o procurando, o encontrem, e, o encontrando, o amem, e amando-o o busquem sempre mais.

Pai nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…

 

 

SEXTA PALAVRA:

“Tudo está consumado” (João 19, 29-30).

“Havia ali um vaso cheio de vinagre. Os soldados encheram de vinagre uma esponja e, fixando-a numa vara de hissopo, chegaram-lhe à boca. Havendo Jesus tomado do vinagre, disse: ‘Tudo está consumado’. Inclinou a cabeça e rendeu o espírito”.

A sexta palavra de Jesus revela que, na cruz, Jesus cumpriu toda a escritura. Toda lei e os profetas têm, no crucificado, a sua plenitude e o seu cumprimento. Isso parece algo indiferente para nós. No entanto, esse cumprimento realizado na cruz significa a nossa salvação. Em Cristo, toda a escritura se ilumina como revelação de um desígnio de amor.

Tudo foi criado com um único fim. Todas as alianças foram estabelecidas com uma só finalidade: a nossa salvação. Dizendo: tudo está consumado, Jesus declara que a luta contra o demônio e o pecado foi vencida. Por meio do pecado, o demônio assumiu a posição de domínio do mundo. Jesus, pela cruz, restabeleceu e recuperou o seu senhorio sobre o mundo. Ele nos devolveu a Deus e assim nos traz de volta para a sua amizade.

A consumação de tudo é a realização que Deus havia prometido aos profetas. Uma Nova Aliança e uma nova lei inscrita não mais em tábuas, mas em um novo coração. Tudo está consumado, no sentido em que a nossa salvação não é um dom pela metade. É claro que a vitória de Cristo deve ser aceita por nós. Cristo venceu o pecado para que nós sejamos vencedores com ele. A consumação de Cristo deve ser a consumação de nossa vida.

Rezemos por aqueles que não conhecem o Cristo:

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…

 

 

SÉTIMA PALAVRA:

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”! (Lucas 23,44-46).

 “Era quase a hora sexta e em toda a terra houve trevas até à hora nona. Escureceu-se o sol e o véu do templo rasgou-se pelo meio. Jesus deu, então, um grande brado e disse: ‘Pai, em tuas mãos entrego o meu espírito’. Dizendo isso, expirou”.

Na quarta palavra Jesus exprimiu a experiência do abandono de Deus. O choque provocado pelo sofrimento acaba com as evidências, com as certezas fáceis e as belas ideias que inspiram segurança.

É principalmente quando sofrem que os homens se voltam para Deus ou, pelo contrário, dele se desviam. Mas em todos os casos eles se defrontam com o mistério de Deus.

Ao se sentir abandonado por Deus, Jesus se aproxima ainda mais decidido do Pai. Ele se sente abandonado por Deus, e ao mesmo tempo coloca no Pai a sua esperança. A sua esperança não são a prosperidade e o bem estar. A sua esperança não é a saída fácil que os seus inimigos lhe propõem, aquela de se salvar e descer da cruz, e se impor, à força de um milagre.

A última palavra de Jesus na cruz revela que a única realidade agora é Deus. Jesus se sentiu abandonado, mas no mais íntimo do coração ele anseia pelo Pai. Por isso, ao morrer, ele se entrega. Sem o consolo e a evidência da presença do Pai, ele confia no Pai perdidamente.

Por baixo do sofrimento físico, moral, espiritual mais atroz, está a esperança do Pai. Apesar de toda dor e confusão, o único necessário que Jesus busca é Deus. O que Jesus busca não é o triunfo sobre os inimigos, nem a vingança contra eles. Ele não quer uma sentença que lhe dê razão. Ele busca alguém, ele busca o Pai. Por isso, entrega em suas mãos o seu espírito.

Jesus, no Getsêmani, aceitou a vontade do Pai. Em meio à atrocidade do sofrimento mais profundo, sofreu sem revolta o abandono do Pai. Ele agora acolhe a morte. Não é uma aceitação resignada. Ninguém lhe tira a vida: ele a dá livremente. Ele, soberanamente, entrega a vida pela nossa salvação e filialmente confia a vida nas mãos do Pai.

Ao se entregar ao Pai, Jesus também nos recomendou ao seu Pai. Uma vez que ele entregou o espírito nas mãos do Pai, ele se tornou para nós penhor seguro de salvação pois, estando agora junto do Pai, levou a todos nós junto com ele para o Pai. A passagem da morte é, de agora em diante, o entregar-se nas mãos do Pai.

Rezemos por todos aqueles que estão morrendo neste instante, por todos os moribundos:

Pai Nosso…

Ave Maria…

Glória ao Pai…

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