Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Sorocaba presta contas ao completar um ano de administração da Igreja

Neste 13 de setembro de 2018, ao completar um ano à frente da administração da Santa Casa de Misericórdia, Padre Flávio Jorge Miguel Júnior e sua equipe administrativa estiveram na Câmara de Sorocaba para prestar contas aos vereadores e aos munícipes, apresentando o resultado dos trabalhos realizados até aqui pela gestão da Igreja Católica. Padre Flávio esteve acompanhado também de diretores e membros do departamento jurídico da entidade, do padre William de Almeida e padre Arari dos Santos Amorim, além do arcebispo metropolitano Dom Julio Endi Akamine SAC. Também participaram representantes das paróquias e movimentos convocados pelas redes sociais para assistir a sessão.

O presidente da Casa, vereador Rodrigo Manga, que presidiu a sessão, chamou o arcebispo, padres e membros da administração da entidade para que compusessem a mesa e, dando boas vindas passou a palavra a Dom Julio para que iniciasse a prestação de contas.

Dom Julio disse que como em um santuário os sacerdotes se dedicam e ‘estão vestidos com uniformes de amável compreensão e misericórdia’. “Santa Casa de Misericórdia já é um nome muito significativo. Santa Casa, Casa Santa. Pensando nela como um santuário aonde peregrinamos para experimentar a presença de Deus de uma maneira especial, podemos dizer que a Santa Casa é um santuário, um pouco diferente é verdade, pois foi construído para acolher os pobres e sofredores, para dar alívio ao sofrimento humano. Neste ano de administração reforçamos ainda mais o desejo de que a Santa Casa se torne cada vez mais santa e mais acolhedora”, reforçou o arcebispo.

Durante a sessão ordinária, padre Flávio entregou a cada um dos vereadores cópias de diversos documentos que comprovam cada uma das atividades realizadas, entre elas salários e relações com nomes de enfermeiros, médicos e demais funcionários. “Sempre questionam se a Santa Casa é um cabide de empregos, por isso trago a vocês senhores vereadores a relação de nomes e funções, para que verifiquem e questionem caso achem necessário. Aí estão todos os nomes para que vejam que não existem parentes dos padres que atuam nessa gestão, e nem mesmo parentes do arcebispo”, disse padre Flávio. No total são 831 funcionários, sendo 458 enfermeiros – considerado um número abaixo do ideal para o funcionamento de um hospital desse porte, segundo padre Flávio – hoje há um déficit de 84 enfermeiros e 20 técnicos de enfermagem.

Salários e repasse de verbas

Ao apresentar a média salarial de cada equipe médica e os valores pagos às empresas prestadoras de serviços, incluindo áreas como exames laboratoriais e de imagem, padre Flávio agradeceu na pessoa presidente Rodrigo Manga, vereadores e o prefeito municipal, o envio de R$ 1,6 milhão que possibilitou o pagamento do 13º salário dos funcionários no final do ano anterior. “O gasto total com serviços médicos da Santa Casa é de R$ 3,2 milhões, com um total de 331 médicos que trabalham direta ou indiretamente. Há médico que ganha R$ 9 mil, outros que ganham R$ 30 mil, se ele dá mais plantões e atende mais especialidades. Mas os números apresentados variam a cada mês. E no final do ano o pagamento do 13º dos funcionários só foi possível com o apoio desta Casa, caso contrário não teria sido pago e a Santa Casa já havia quebrado com tantas dívidas. Recebemos a Santa Casa com muitos problemas e ainda muito que gostaríamos de fazer”, afirmou o padre.

Em média, a Santa Casa tem o custo de R$ 8,5 milhões por mês, destes cerca de R$ 7 milhões recebidos pela entidade são repassados pela Prefeitura. Já o Estado envia R$ 641 mil e o Governo Federal R$ 1,7 milhão por mês – anualmente esses valores chegam ao montante de R$ 56 milhões repassados pelo município, 7,5 milhões do Estado, 20 milhões do Governo Federal.

Gestão transparente

Ao final da sessão, os vereadores iniciaram os questionamentos e em sua grande maioria, elogiaram o empenho do padre Flávio e a atual direção que se dedica voluntariamente a melhorar os serviços prestados à população e oferecer melhores condições aos pacientes que precisam do SUS. O vereador Hudson Pessini (MDB) elogiou a transparência da direção da Irmandade, afirmando que essa atitude deveria ser um exemplo para todas as empresas que trabalham com o setor público e ressaltou que essa iniciativa partiu da própria Irmandade, não sendo uma cobrança da Câmara para que ela fosse feita. Vitão do Cachorrão (MDB) disse que está à disposição para lutar por mais recursos, e, a exemplo de Rafael Militão (MDB), Fernando Dini (MDB) e Silvano Júnior (PV), João Donizeti Silvestre (PSDB) elogiou o comprometimento, a capacidade de gestão e o trabalho de equipe da direção da Santa Casa, que, segundo ele, é exemplo de ética. Já o vereador Luis Santos (Pros) cobrou das instituições (Ministério Público, Judiciário e imprensa), que investiguem o rombo de mais de R$ 50 milhões da gestão anterior da Santa Casa, que poderia ajudar a entidade.

Padre Flávio comunicou ainda que está sendo elaborado um portal da transparência para que esses dados sejam acessados também pela população e mais uma vez se colocou à disposição dos vereadores para outros esclarecimentos e deixou as portas abertas da Santa Casa a todos.

Galeria de imagens aqui.

Com informações da Câmara Municipal e dados fornecidos pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia.

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