Dom Julio reflete sobre a situação política do Brasil na celebração do ‘Grito dos Excluídos’

No feriado em que se comemorou o aniversário da Independência do Brasil, nosso Arcebispo Dom Julio, na homilia proferida na Missa do Grito dos Excluídos, realizada no Santuário São Judas Tadeu, fez algumas referências à situação vivida no Brasil, e ao final deu sugestões sobre quais critérios se deverá ter para voltar nas eleições. Participaram desse momento, tradicionalmente realizado no dia 7 de setembro, as Pastorais Sociais da Arquidiocese de Sorocaba e a Cáritas arquidiocesana.

Dom Julio disse que esta data é especial para cultivarmos a virtude do patriotismo, que é o amor para com nosso país. Ele afirmou que Jesus amava profundamente sua Pátria, tanto que chorou sobre Jerusalém, a capital do seu país, porque previu os castigos que viriam, pela infidelidade do povo diante dos dons de Deus.

Depois de fazer considerações sobre o Estado, suas omissões e suas atribuições, o Arcebispo também mencionou o Laicismo, visto pelo Estado de forma totalmente errada. “Vivemos em um estado laico e isso é um valor, e não uma ameaça. Estado laico significa que ele não adota uma religião oficial, que tutela a liberdade de crença e também a de não ter fé. Mas o estado laico não é o estado ateu ou antirreligioso”.

Na conclusão, o Arcebispo referiu-se ao desafio que temos pela frente, que o país precisa ir mais para o fundo e lançar novamente as redes, como o convite feito por Jesus. “Mesmo que nossos esforços de bem pareçam inúteis, mesmo que nós tenhamos cansado muito, até a exaustão das forças, do ânimo e da criatividade, somos convidados hoje a nos lançar ainda mais uma vez na nobre batalha pelo bem comum. Mesmo que tenhamos já sido enganados por políticos desonestos, somos chamados a participar das eleições com consciência e esperança”.

Cinco dicas importantes para os eleitores

“Vou aqui compartilhar com vocês alguns critérios meus para estas eleições… e que cada um vote de acordo com a sua consciência”, disse o arcebispo. Os cinco pontos destacados foram:

1 –  Privilegiar os novos – há muitos que se perpetuam no poder e na política.

2 –  Votar para reeleger os que demonstraram concretamente atuação política correta em vista do bem comum.

3 –    Não votar em defensores do aborto e da ideologia de gênero.

4 –    Não voltar nos que renunciaram para não sofrer processos.

5   A Igreja não tem candidatos próprios: não voltar em padres que se candidataram a cargos públicos.

Veja a galeria de imagens aqui.

Com informações do Diácono José da Cruz – Fotos: Hilenair Medeiros (Pascom São Judas Tadeu)

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