Dom Julio presta esclarecimentos sobre o Museu Arquidiocesano de Arte Sacra

Com a suspensão da visitação ao Museu Arquidiocesano de Arte Sacra de Sorocaba Comendador Luiz Almeida (Madas-Lam), situado no piso superior da Catedral Metropolitana de Sorocaba, o arcebispo Dom Julio Endi Akamine vem prestar esclarecimentos sobre as mudanças em seu funcionamento e os cuidados com o acervo:

“O projeto da Arquidiocese de Sorocaba de tornar acessível à população o seu acervo artístico e religioso leva em conta a natureza das peças que, além do valor artístico e histórico, estão destinadas ao culto. Nesse sentido, mesmo que as visitas não sejam permitidas, a Arquidiocese já expôs vários objetos de seu Acervo em várias ocasiões. Recordo que foram feitas ao menos 4 exposições de arte sacra na Catedral Metropolitana desde que assumi como arcebispo há pouco mais de um ano. Cada exposição foi cuidadosamente organizada em torno de uma temática religiosa e litúrgica. Essas exposições confirmaram a convicção de que o Acervo da nossa Arquidiocese deve, de fato, ser exposto mais vezes para a população. Para além da finalidade de conservação e de preservação do patrimônio cultural sacro, o plano de ação do Acervo deve estar a serviço principalmente do culto e da religião. Outras exposições na Catedral Metropolitana estão sendo preparadas. Há outros projetos de ampliação do Acervo artístico da Arquidiocese e que estão em fase de planejamento.

Desde o infeliz e triste incidente provocado pelo sr. Pedro Paiva (então diretor administrativo afastado no ano passado), foram tomadas várias providências para cuidar de maneira adequada do Acervo. O sr. Pedro foi afastado e não tem mais acesso algum ao Acervo. Esse afastamento deu oportunidade para uma série de ações importantes. Primeiramente, o Acervo foi cuidadosamente limpado e organizado. Foi feita uma conferência minuciosa do cadastro das peças guardadas. Foi feita uma seleção de todos itens e uma separação das peças com verdadeiro valor artístico e histórico. Nesse sentido, aproveito a oportunidade para agradecer o trabalho voluntário realizado até agora pelo sr. João Paulo Rossi.

A passagem do tempo é algo inexorável e cabe à nossa Arquidiocese cuidar para que as peças não sofram deterioração irrecuperável. Mesmo que não apareça nos noticiários, muito trabalho, dedicado e oculto, mas não menos importante, tem sido realizado em vista a conservação, a preservação, ampliação e exposição do nosso Acervo Sacro.

A parte superior da Catedral Metropolitana não é lugar adequado para funcionar como Museu: não tem acessibilidade; não tem espaço suficiente para a exposição e para a circulação de visitante; não proporciona uma experiência correspondente à natureza das peças sacras, etc. É, porém, um espaço bom para a conservação: conta com boa segurança e ambiente controlado e climatizado.

O plano de ação atual prevê utilizar vários espaços para a exposição das peças sacras: igrejas, Espaço Cultural São Bento e outros. Por isso não será mais construída uma estrutura exclusiva para as exposições. Assim o plano de ação prevê que a parte superior da Catedral seja uma espécie de reserva técnica para a guarda do acervo e que vários espaços possam ser utilizados para exposições. A orientação atual é a de, em vez de limitar as exposições a um único espaço, ampliar o alcance dos lugares de exposição.

O fato de ainda não ter feito tal parceria (com instituições) não significa que não o façamos. Estamos abertos para tais parcerias que favoreçam a exposição do nosso Acervo Sacro. Há diversas dificuldades jurídicas para fazer essas parcerias que precisam ser superadas, porque não há como celebrar parcerias sem contratos formais”.

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