Deus nos ensina: A dureza dos corações…

Quarenta anos após a instituição da lei do divórcio no Brasil, um a cada três casamentos termina em separação no país. É o que mostram os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018. Em 1984, elas representavam cerca de 10% dos casamentos. E esse número saltou para 31,4% em 2016 – com 1,1 milhão de matrimônios e 344.000 separações: o número de dissoluções disparou com o passar dos anos.

No período, os casamentos subiram 17%. Já os divórcios aumentaram 269%. Na prática, o Brasil passou a contar com três gerações de casais legalmente separados.

Bem, de qualquer modo, seja pelo motivo que for, as separações estão se iniciando (pasmemos!) até antes do casamento. Pensem comigo: uma grande maioria de casais torna-se namorado e, logo em seguida, passam a coabitar (“morar juntos”). A pouca responsabilidade exigida nessa união, no sentido de manter a qualidade da boa relação conjugal, na luta para manter a união, parece estar levando as pessoas a se separarem antes mesmo de firmarem um compromisso bilateral. Ou seja, essa “experiência pré-matrimonial” não é boa experiência, pois que não promove a luta pela união, mas a lassidão pela separação. Então, o que se experimenta não é a unidade conjugal, mas a abertura para a possibilidade da separação.

Neste sentido, Deus Pai nos afirmou, e Jesus Cristo nos confirmou, que o sentido da felicidade matrimonial é manter os laços de unidade, e não as possibilidades de desunião.

Quando iniciamos nossos casamentos, quase seguramente poderia afirmar que ainda não havíamos aprendido a real dimensão do que seja o amor conjugal. E é pelo Evangelho, pela comunhão com Cristo na unidade conjugal, que se vai solidificando a unidade. Vêm os filhos, a família se solidifica. Os valores evangélicos vão dirigindo a vida porque assim se quer, e os anos passam ligeiros…  Para quê a separação nessa ocasião? Nem se pensa nisso, nem se aventa essa possibilidade em casais equilibrados. Nem se procura esta possibilidade, pois que foram tantas as dificuldades vencidas juntos, as tentações vencidas juntos, as alegrias vividas juntos, que, hoje, a separação de corpos significa mais que a separação de corpos, mas a separação de almas. E isto dói, e se dói é bom! Significa que Deus quis este casal juntos, e por isso a felicidade só será refeita com a conquista do Céu.

“E, aproximando-se dele os fariseus, perguntaram-lhe, tentando-o: É lícito ao homem repudiar sua mulher? Mas ele, respondendo, disse-lhes: Que vos mandou Moisés? E eles disseram: Moisés permitiu escrever carta de divórcio e repudiar. E Jesus, respondendo, disse-lhes: Pela dureza dos vossos corações vos deixou ele escrito esse mandamento” (Mc 10, 2-5).

Por: Gilson Delgado

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