Comentário ao Evangelho – Terça-feira 30/11/2021

Terça feira 30 de novembro – Festa de Santo André

Mt 4, 18-22

 

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Os episódios do evangelho que fazem menção direta a André não são muitos. Somente algumas vezes ele aparece explicitamente.

No evangelho de hoje, as palavras que Jesus ditas a André e a seu irmão Simão: “segui-me” são palavras usadas para definir o discipulado. Entre os judeus, o discípulo se formava no seguimento do mestre. A vida do discípulo se plasmava aceitando o jugo que o mestre lhe impunha. Assim há semelhanças entre o discipulado entre os judeus e o discipulado cristão. As semelhanças consistem nisto: entrar na escola de um mestre, viver com ele, aceitar os seus ensinamentos e renunciar a muitas coisas.

Mas as semelhanças entre discipulado judaico e cristão param por aí. Há também grandes diferenças.

  1. No discipulado judaico a iniciativa partia do aluno que queria se matricular em uma determinada escola. No discipulado cristão, a iniciativa é sempre de Cristo.
  2. Na escola dos judeus, os discípulos se tornavam discípulos na esperança de um dia deixar de ser discípulo para se tornar mestre de outros. O discipulado na escola de Cristo nunca passa: o discipulado é permanente.
  3. No discipulado judaico, a sorte do discípulo podia ser bem diferente da do seu mestre. No discipulado cristão, quem segue Jesus deve aceitar a sorte que lhe tocou: beber o cálice que ele bebeu.

O seu companheiro, João, narra a sua vocação com riqueza de detalhes. Quando João Batista indicou Jesus que passava com a afirmação: “Eis o cordeiro de Deus” (Jo 1,36), André e João ficaram interessados e ansiosos por conhecer o Messias. Eles começaram a seguir Jesus, e este, notando que os dois o seguiam, convidou os dois a permanecerem com Ele naquele dia. Esse encontro foi decisivo para André: ele acreditou em Jesus e conduziu a Ele o seu irmão, Pedro. André disse a Pedro: “encontramos o Messias” (Jo 1,41).

O Apóstolo André é para nós um exemplo de desejo de conhecer Jesus, de seguir Jesus e de dedicação total até o fim.

Pedro não esteve entre os discípulos do Batista. Pedro é uma “conquista” de seu irmão. Já no primeiro encontro, Jesus, sem prévia informação, conhece e reconhece Simão e com autoridade soberana, escolhe Pedro e lhe impõe o novo nome da nova função. Simão começa a ser Pedro e terá que aprender a levar esse nome e encargo.

André não recebe proeminência na narrativa dos evangelhos. Porém quando ele aparece, está sempre fazendo a mesma coisa, isto é, conduzindo os outros a Cristo. Foi André quem apresentou a Jesus algumas pessoas que queriam vê-lo (Jo 12,20-23).

Mais ainda: através dele, Cristo pode fazer grandes coisas. De fato, Pedro foi o escolhido por Cristo para ser pedra da Igreja, e foi André que deu a Cristo esse presente especial. Também foi André que levou o jovem com seu pequenino pacote de cinco pães e dois peixes até Cristo, e Jesus alimentou cinco mil homens.

Assim também podemos nós podemos fazer. Como André, as pessoas simples e sem quaisquer dotes particulares, podem fazer coisas maravilhosas para Cristo, por intermédio daqueles a quem influenciam.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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