Comentário ao Evangelho – Terça-feira 2a Advento – 06.12.2022

Terça-feira 2a Advento

Is 40,1-11

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O Povo de Deus precisava ser consolado. Opressão, lutas, exílio tinham sido o amargo pão de cada dia até o momento dessa profecia. Sem terra, sem templo, sem rei, o povo vivia a humilhante situação de desterrado em terras estrangeiras. Os anos passavam com uma lentidão desgastante, e cada um procurava organizar a sua própria vida. Alguns conseguiram até galgar posições sociais. Por isso o povo era tentado a fixar a morada na terra da Babilônia.

Isso tudo, porém, significava abandonar Deus e um esquecimento das promessas divinas. Mais uma vez Deus suscita profetas para despertar o povo que começava a se acomodar à terra pagã da Babilônia.

A leitura que ouvimos é o início da obra literária conhecida como Deutero-Isaías, que abarca os capítulos 40 a 55 do livro de Isaías. A passagem de hoje é uma espécie de prólogo ou síntese do Deutero-Isaías. Nele se enunciam o mistério central do livro: um povo no exílio e um Deus libertador, que não tardará a salvá-lo da escravidão e leva-lo à terra prometida. Libertação, êxodo e posse da terra, recordação do Egito são os temas dos capítulos 40 a 55 de Isaías.

A ordem de Deus ao profeta Isaías constitui a melhor expressão dos sentimentos divinos em relação ao seu povo. É também a manifestação divina em forma de perdão e de reconciliação. “Consolai, consolai o meu povo! Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que sua servidão acabou e a expiação de suas culpas foi cumprida”.

Quando João Batista começar a sua pregação no deserto, ele irá fazer menção à essa passagem de Isaías. Ele se apresentará não como o Messias, nem o profeta, mas como “a voz que clama: preparai no deserto o caminho do Senhor”.

Estamos no Advento: tempo da consolação de Deus; tempo também de preparar o caminho do Senhor!

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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