Comentário ao Evangelho – Terça-feira 21/07/2020

Terça-feira 16a TC

Mt 12, 46-50

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E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: ‘Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe. Estas palavras e este gesto de Jesus são impactantes. Com essa expressão paradoxal, Jesus não quis rejeitar a sua família de sangue, nem desclassificar sua Mãe, Maria. Ele quis nos indicar que é a adesão à vontade do Pai que nos une a Jesus. Mais do que os laços de sangue – que são fortes – os laços de fé e de obediência à vontade do Pai é o que nos une mais estreitamente a Jesus. Fazer a vontade do Pai nos torna mais íntimos de Jesus do que a intimidade da família de sangue. Obedecer ao Pai nos dá uma união superior aos laços de sangue. Assim a vontade do Pai é nosso tesouro inestimável, porque nos dá Jesus!

Infelizmente nós, muitas vezes, estamos em contraste com a vontade do Pai: queremos uma vida diferente, queremos ser mais livres sem respeitar os outros, queremos ser mais ricos sem nos preocupar com a moralidade da origem e do uso do dinheiro, queremos ser mais cultos com a intenção de poder manipular os outros, queremos o prazer sem limites e sem nos importar com os outros. Tudo isso está em contradição com a vontade do Pai.

Não há, porém, nada melhor para nós do que a vontade do Pai, mesmo que isso nos custe sacrifícios e renúncias. A vontade do Pai é exigente, mas nos conduz a verdadeira felicidade. Devemos, portanto, entender e fazer a experiência: a vontade do Pai é o melhor para nós.

Muitos veem na obediência a Deus uma rendição ao arbítrio de Deus; uma renúncia desumana à própria liberdade. Para alguns obedecer a Deus é o mesmo que abdicar da liberdade. Mas o que Jesus nos ensina com sua palavra e com sua vida é exatamente o contrário: obedecer ao Pai é a suprema liberdade. Por isso devemos rezar e pedir que Deus sempre nos manifeste a sua vontade, porque ela é a nossa liberdade. Foi o que Jesus sempre fez: rezou para buscar a vontade do Pai e, uma vez conhecida qual era essa vontade, obedeceu com coragem e até o fim. O mesmo fez Maria. Ela se declarou e sempre viveu como a serva do Senhor.

Fazer a vontade do Pai nos torna filhos e filhas de Deus, nos torna irmãos e irmãs de Jesus, nos torna mãe de Jesus!

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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