Comentário ao Evangelho – Terça-feira 19/04/2022

Terça-feira na oitava da Páscoa

At 2,36-41

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O discurso de Pedro depois da descida do Espírito Santo se conclui com um convite enérgico que equivale a uma confissão da essência da fé cristã: “Reconheça toda a casa de Israel com plena certeza: a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo”. Senhor e Cristo são dois títulos de Jesus e que constituem a fórmula original da fé cristã. O que esses títulos querem dizer?

“Cristo, Messias, Ungido” confessa que com Jesus todas as promessas se cumpriram e que todas as esperanças do AT se realizaram. Não é preciso nem se deve esperar outro Cristo.

“Senhor”, “Kyrios” é o título divino dado a Jesus depois de sua glorificação. É a confissão pura e simples de que Jesus é Deus. O nome de Deus (Javé) não pode ser pronunciado por reverência ao nome revelado. Por isso, toda vez que aparecia o nome revelado de Deus na Escritura, ele era substituído por Adonai que foi posteriormente traduzido em grego como Kyrios. Por isso, confessar que Jesus é Senhor é o mesmo que afirmar que Ele é Deus.

É significativo o fato de que nesta conclusão do discurso, Pedro não disse ainda: “arrependei-vos, fazei penitência, convertei-vos”. Ele não ameaça com o castigo iminente nem pronuncia promessas maravilhosas. Na verdade, ele está pedindo muito mais do que isso: confessar Jesus Senhor e Cristo é o que possibilita o arrependimento e a realização de todas as promessas divinas.

Pedro é muito sóbrio e conciso na sua denuncia: “a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo”. Ele não se compraz em ficar apontando o crime cometido contra Jesus. Pelo contrário, ele insiste no aspecto positivo, no desígnio e na ação de Deus em fazer da morte na cruz a passagem dolorosa e necessária para a ressurreição.

Mesmo que a acusação seja delicada e discreta, o discurso de Pedro provoca nas pessoas a comoção do coração e arrependimento. Por elas perguntam: “Que devemos fazer?” Esta pergunta é a mesma que deveríamos fazer sempre: “Que devemos fazer?

E a resposta de Pedro aos ouvintes continua válida para nós hoje: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo”. João Batista convidava ao arrependimento, à mudança de vida e ao batismo. Pedro acrescenta duas correções substanciais ao convite do Batista: o batismo deve ser recebido invocando o nome de Jesus como Cristo, e, além do perdão dos pecados, o batizado recebe o dom do Espírito Santo. A partir de Pentecostes, esse será o batismo cristão que receberemos.

Nestes dias da oitava da Páscoa renovemos a graça batismal aprofundando nossa consciência de que, por causa do batismo, pertencemos inteiramente a Jesus, que estamos sob sua autoridade e senhorio. Agradeçamos também o dom do Espírito Santo que é o princípio interno da vida cristã da comunidade eclesial e de cada batizado.

 

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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