Comentário ao Evangelho – Terça-feira 12/10/2021

Terça-feira – Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Jo 2, 1-11

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O relato das bodas (comemoração do casamento) de Caná é comovente. Nelas está presente Maria, a Mãe de Jesus. Sua presença é cheia de atenção. Por isso ela é a primeira a perceber que o vinho começava a faltar. O amor sabe se antecipar aos pedidos. O olhar amoroso de Maria percebe o que outros não percebem.

Mas ela não fica somente na constatação. Ela faz um pedido ao Filho de maneira delicada e indireta: “eles não têm mais vinho”.

Devemos entender bem: a transformação da água em vinho não é somente um milagre, mas, no evangelho de João, é um “sinal”, ou melhor é o início dos sinais.

No evangelho de João sinal é a revelação do projeto de Deus. O episódio de Caná é um grande sinal, é uma grande revelação da pessoa de Cristo e da sua missão. O que veio fazer Cristo? Qual é sua missão?

Ele veio para nos transmitir seu amor, para suscitar em nós o amor e estabelecer a nova Aliança. Na linguagem simbólica: Jesus veio trazer o vinho novo.

Deus deseja fazer Aliança com seu povo. Ele escolhe um povo para que seja seu, com o qual quer estabelecer uma relação de predileção. Deus escolheu o povo hebreu, entre tantos, e fez aliança com ele. Foi amor à primeira vista. Um amor que elege, independente dos méritos desse povo. Infelizmente nessa Aliança veio a “faltar vinho”: Deus queria contrair as núpcias com seu povo, mas infelizmente a aliança foi quebrada pela infidelidade do povo. Israel, amado por Deus, não esteve à altura dos desejos de Deus, o pacto de amor foi quebrado várias vezes. Deus, porém, não é infiel a si mesmo, à sua decisão de amar e de estabelecer aliança.

O episódio de Caná anuncia que esse tempo se antecipa. Jesus celebrará a nova aliança, colocando no casamento o vinho novo. Observemos que o sinal de Caná não é realizado para indicar o presente, mas o futuro: “não chegou ainda a minha hora”. Será na Cruz que Jesus derramará o sangue para transformar a humanidade pecadora em comunidade de salvação.

Maria está sempre presente nesse mistério da Aliança. No início, ela pronunciou o seu “fiat” e se declarou serva do Senhor; em Caná ela solicita que também os outros façam como ela (“fazei tudo o que ele vos disser”); na cruz ela receberá João como filho e este a receberá em sua casa.

Também as palavras do mestre-sala são iluminadoras. “Todo o mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora”.

Na nossa vida temos a impressão de que os momentos mais belos sejam os do início: o dia mais bonito de um casamento é o do namoro e das núpcias: depois vêm as preocupações, as desilusões, as dificuldades. O tempo mais bonito da vida de padre são os primeiros anos de entusiasmo. Depois vêm as tristezas e as frustrações. E assim por diante…

Mas Jesus reserva para nós todos o vinho melhor para o fim. Ele já nos deu tantas graças, mas, se formos fiéis, ele nos dará outras ainda maiores e melhores. Ele demonstra amor crescente.

Por isso Nossa Senhora Aparecida quer hoje nos fazer uma promessa de esperança. O seu Filho Jesus nos tornará cada vez mais livres do pecado que nos separam dele, nos fará viver as dificuldades com mais coragem e confiança, fará nos progredir cada vez mais na vida cristã. Ela continua dizendo: fazei tudo o que ele vos disser.

Viva a Mãe de Deus e nossa! A Senhora Aparecida!

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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