Comentário ao Evangelho – Terça-feira 12/04/2022

Terça-feira Santa

Is 49,1-6

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Ouvimos na leitura o segundo Cântico do Servo Sofredor. Deus preparou o seu servo desde o seio materno e “desde o ventre materno, pronunciou o seu nome”. Deus preparou o seu servo como um guerreiro prepara as suas armas: fez do seu servo uma espada afiada e uma seta escolhida guardada em sua aljava. O Servo é nas mãos de Deus uma arma tanto para perto (espada cortante) quanto para longe (seta escolhida). Em outros termos, a Palavra de Deus é tanto espada cortante quanto seta escolhida: ela é dolorosa não pela violência física, mas pelo impacto moral que produz na consciência.

De fato, a Palavra de Deus desmascara os erros que escondemos atrás de uma fachada construída pela nossa hipocrisia; ela revela os pensamentos e intenções do coração, nos põe nus diante de Deus que vê o interior de nossa alma.

Deus identifica quem é o Servo: “O meu Servo és tu, Israel”. É nesse momento que Deus identifica o seu predileto que se desencadeia um momento dramático. O Servo do Senhor está no desânimo e exclama: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem motivo, inutilmente. Entretanto, o meu direito está com o Senhor”. Como o profeta Jeremias que tanto sofreu por ter pregado a Palavra de Deus, assim o Servo de Deus manifesta o seu desânimo frente à missão recebida de Deus. Ele se sente pequeno demais para uma missão tão exigente; experimenta que todos os seus esforços em pregar a Palavra de Deus, só lhe trouxeram desgosto e fracasso. Ninguém aceitou a Palavra e ainda o perseguiram por ele ter sido fiel a Deus.

Nesse momento que o Servo de Deus experimenta toda a sua impotência, ele se confia a Deus, e a Palavra de Deus ilumina toda a situação. Deus faz com que o Servo compreenda que é ainda pouco que ele seja enviado ao povo de Israel. Deus lhe dá uma missão ainda maior e mais ampla: o Servo será maravilhosamente fortalecido para ser enviado a todas as nações.

Com efeito, Deus declara ao Servo: “Não basta seres o meu Servo para restaurar as tribos de Jacó, e trazer de volta os sobreviventes de Israel. Também farei de ti uma luz para as nações, para que a minha salvação chegue aos confins da terra”.

Essa é a obra maravilhosa de Deus: transforma o pequeno e fraco em luz das nações. Essa é a vocação da Igreja: ser, em união com e em dependência de Cristo, o povo sacerdotal, profético e régio, luz para todas as nações. A Igreja, ou seja, os cristãos em união com Cristo, tem a missão de levar a salvação de Deus até os confins da terra. Tempo da quaresma é tempo de conversão nesse sentido: de sermos realmente o que já somos pelo batismo: sal da terra e luz do mundo!

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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