Comentário ao Evangelho – Terça-feira 10/03/2020

2ª Semana da Quaresma – ANO A

Is 1,10.16-20

 

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*O comentário de hoje se refere à leitura do Profeta Isaías.

O pecado provoca em nós um grande desespero. Trata-se de uma mancha que nós não podemos cancelar de nossa memória e de nossa história pessoal. Um pagão do tempo de Jesus escreveu: “Eu cometi e fiz o que é mal e nada poderá mudar este fato; nem mesmo a morte poderá mudar este fato de que fiz o mal´. O pecado é um fato irreversível. Arrependemo-nos, mas isto de nada adianta, pois todo arrependimento do mundo não é suficiente para cancelar o mal cometido. Não existe nada em nós que possa sanar a ruptura de Deus criada pelo pecado, nenhum remédio há para superar o abismo que cavamos entre nós e Deus pelo nosso pecado.

Diante do desespero do pecado Deus nos diz: “Mesmo que os vossos pecados fossem como escarlate, tornar-se-ão brancos como a neve”. Esta é a promessa de Deus em relação aos nossos pecados. Debaixo da neve as coisas continuam como antes, mas quando Deus age ele realmente transforma tudo e faz de nossos próprios pecados uma ocasião de graça, uma fonte de amor. A profecia não diz que Deus cobrirá os nossos pecados, mas que eles se tornarão brancos como a neve. Esta é a obra maravilhosa de Deus.

A promessa de Deus não é vã. Mas ao mesmo tempo devemos reconhecer que ela não é fácil, porque para tornar nosso pecado branco como a neve foi necessário o sangue de Jesus Cristo. Deus pagou um preço alto pela nossa salvação e pagou este preço porque o seu amor é infinito. Como é grande o amor de Deus!

A estrutura fundamental da justiça é sempre penetrada pela misericórdia. Ela tem a missão de conferir à justiça um conteúdo novo, que se exprime do modo mais simples e pleno do perdão (Texto-base, CF 2020, 54).

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

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