Comentário ao Evangelho – Terça-feira 07/06/2022

3a feira da 10ª. Semana TC

1Rs 17,7-16 (Par)

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Há muitos modos possíveis de ser “sal da terra e luz do mundo”. A leitura nos mostra como Elias é “sal da terra” com o seu zelo pela verdadeira fé. Também a viúva é “luz do mundo” com a sua pobreza, a sua fé, a sua esperança e a sua caridade.

O relato tem uma dramaticidade extraordinária. A viúva não tem nenhuma reserva: “Eu não tenho pão. Só tenho um punhado de farinha numa vasilha e um pouco de azeite na jarra. Estava apanhando dois pedaços de lenha, a fim de preparar esse resto para mim e meu filho, para comermos e depois esperar a morte”. “Para comermos e depois esperar a morte”! A carestia é tanta que a viúva tem consciência de que se trata da última refeição. Depois disso, só resta esperar a morte. A fome é a antecipação da experiência da morte: comeremos e esperaremos a morte!

Deus mandou para essa pobre viúva e seu filho o profeta Elias, poderoso em obras, capaz de fazer chover fogo do céu. Mas em vez de o profeta lhe dar algo, de fazer algo por essa pobre mulher, ele lhe pede ainda um pedaço de pão da sua última refeição. É um pedido insensível!

A pobre viúva tinha razões de sobra para negar esse pedido cruel, no entanto, “a mulher foi e fez como Elias lhe tinha dito. E comeram ele e ela e sua casa durante muito tempo”. A fé da viúva na promessa do profeta foi o que a motivou fazer esse gesto extremos de caridade e de esperança: “A vasilha de farinha não acabará e a jarra de azeite não diminuirá, até ao dia em que o Senhor enviar a chuva sobre a face da terra”. A viúva dá de sua miséria e por isso recebe. Nunca será rica, mas lhe faltará o necessário.

Nós alegamos com frequência que não possuímos o bastante para dar, que não temos tempo. Olhamos somente as nossas limitações e não temos esperança. E mesmo assim o Senhor nos pede que demos de nossa pobreza. Mais ainda, Ele nos dá a graça de dar do pouco que temos e enche nosso coração de alegria. O próprio Jesus nos diz que há mais alegria em dar do que em receber.

Não esperemos ser ricos para somente nesse momento dar. Ao aceitar a nossa pobreza, permitimos que o Senhor realize grandes coisas com a nossa pobreza.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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