Comentário ao Evangelho – Sexta-feira da 26ª semana TC – 06.10.2023

Sexta-feira da 26ª semana TC

Br 1,15-22

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Uma vez os discípulos pediram a Jesus: “ensina-nos a rezar”. Na leitura de hoje, o profeta Baruc ensina o povo como ele deve orar. Perante Deus, o profeta ensina que não há outra forma de orar a não ser a de confessar os pecados e as infidelidades: “Ao Senhor nosso Deus, cabe justiça; enquanto a nós, resta-nos corar de vergonha”, “pois pecamos diante do Senhor e lhe desobedecemos e não ouvimos a voz do Senhor”; “temos sido desobedientes ao Senhor nosso Deus, procedemos inconsideradamente, deixando de ouvir sua voz”.

A oração que Baruc ensina ao povo é uma confissão da culpa que envolve a todos, desde os maiores até aos pequenos: reis, sacerdotes, profetas e o povo simples. Essa confissão deve provocar em todos a aflição do coração: não obedecemos, não escutamos, fomos rebeldes!

A confissão leva a aceitar as consequências das infidelidades a Deus: a catástrofe nacional aniquilou o povo e provocou o exílio. É o salário justo, a consequência inevitável e triste da surdez ante às denúncias dos profetas e da Palavra de Deus: “entregamo-nos, cada qual, às inclinações do perverso coração, para servir a outros deuses e praticar o mal aos olhos do Senhor, nosso Deus!

Além da confissão, essa oração de Baruc revela também a sua solidariedade com os pecadores. O profeta não se põe fora nem acima do povo pecador. Mesmo sendo inocente, o profeta confessa os pecados do povo sem se separar dos pecadores.

Nós também devemos fazer como o profeta Baruc e principalmente como Jesus. Podemos e devemos, com verdade, pedir perdão por todas as injustiças e crimes que há no mundo, pelo ódio que explode com ferocidade desumana contra vítimas inocentes, pela corrupção que continua a negar aos mais pobres os seus direitos, por todos os atentados contra a vida dos inocentes, por todas as imoralidades que são cometidas. A exemplo do profeta podemos assumir em nossos ombros de tudo isso, não com a angústia que deprime, mas com a solidariedade que quer compartilhar o peso que esmaga Cristo sofredor. assim fazendo participamos pessoalmente da salvação da humanidade.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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