Comentário ao Evangelho – Sexta-feira 31/07/2020

Sexta-feira da 17a semana TC

Mt 13, 54-58

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Jesus foi para sua terra e lá ensinava na Sinagoga. Em Nazaré, a pregação de Jesus foi um fracasso. Os seus conterrâneos, no início surpresos, ficaram escandalizados com o ensinamento de Jesus. E a falta de fé dos compatriotas tornou impossível a germinação da Palavra e a realização de milagres.

O que aconteceu em Nazaré acontece toda vez que procuramos entender Jesus a partir somente do que nós já sabemos sobre Ele. Os nazarenos conheciam Jesus e não admitiam que estavam diante de alguém que eles deveriam ainda conhecer. Eles negam o mistério de Jesus porque pensam já conhecer Jesus suficientemente.

Essa pode ser também a nossa atitude. O fato de termos um conhecimento inicial verdadeiro pode nos levar a um fechamento que nos impede de progredir no conhecimento de Jesus. Quando pensamos já conhecer suficientemente Jesus, esse pouco nos é tirado! Não por Deus, mas por causa de nosso fechamento e orgulho. Diante de Jesus é preciso humildade! O que começamos a conhecer é somente o início! Tanto devemos progredir e crescer ainda!

O mais grave do fechamento dos compatriotas de Jesus é, porém, a tática de se dispensar da necessidade de conversão. Os nazarenos criticam Jesus porque Ele tinha muita sabedoria e uma extraordinária capacidade de fazer milagres. E, no entanto, ele é o filho do carpinteiro: não devia ter tanta sabedoria, não deveria ter tanto poder, afinal eles conheciam sua família, sabiam que não tinha frequentado a escola, etc. Tudo isso só para não ter que mudar os hábitos, para evitar o esforço de se corrigir.

Quantas vezes caímos também nessa armadilha. Escutamos uma pregação e, em vez de buscar o que Deus deseja dizer para nós, criticamos a pronúncia do pregador, criticamos que ele não é claro no seu discurso, que comete erros gramaticais ou então, em vez de buscar qual proveito espiritual posso tirar de uma pregação, começo a pensar que o pregador também tem seus defeitos, que conheço a sua família, etc. Todas essas críticas somente para me sentir dispensado da conversão. Agindo assim, estamos nos comportando como os contemporâneos de Jesus: justificamos a nossa preguiça e a nossa inércia espiritual, criticando o pregador.

Devemos fazer todo esforço para ouvir o que Deus nos quer falar, mesmo através de pregadores humanos limitados. Se até o próprio Jesus não foi ouvido, quanto mais atenção devemos ter para não desprezar a Palavra de Deus que nos é transmitida pelos sacerdotes que são limitados e pecadores!

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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