Comentário ao Evangelho – Sexta-feira 28/05/2021

Sexta-feira da 8ª Semana TC

Mc 11, 11-26

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O Evangelho de hoje nos causa estranheza. Estranheza pela maldição da figueira estéril, estranheza pela expulsão dos vendedores do templo de Jerusalém.

Para entender o episódio da atitude violenta de Jesus no templo, é necessário escutar com atenção as palavras de Jesus. “Não está escrito: ‘minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”.

As palavras de Jesus são uma citação combinada dos profetas Isaías e Jeremias. Jeremias denunciou o abuso do templo por parte das pessoas que fazem do templo um refúgio para continuar pecando impunemente. Eles pensam que, por estar no templo, tenham um passaporte de primeira classe que dispensa da necessidade de uma vida conforme o Evangelho.

O gesto da purificação do templo é um gesto profético. Não é uma ação política nem uma ação sistemática de Jesus. É uma ação simbólica que exprime a rejeição de Deus de uma religião que faz do templo uma casa de comércio. A casa de oração foi transformada em um covil de ladrões. Fora do templo eles praticam a injustiça e, depois, vêm esconder-se no templo com aparência de religiosos. O comércio praticado explora o povo naquilo que é mais sagrado: a oferta a Deus.

Por isso, Jesus expulsa os vendedores e compradores que lá estavam. Não há culto verdadeiro a Deus se quem está no templo pratica a injustiça e faz comércio com o sagrado. Purificando o templo, Jesus devolve o templo à sua verdadeira finalidade.

Se o templo não for casa de oração e sim covil de ladroes, ele será amaldiçoado como a figueira. No AT, a figueira, como outras árvores, representa o povo de Deus que não tem mais fé: é como a figueira que só tem folhas, mas não dá frutos.

Como o povo chegou a se tornar estéril? Tornou-se estéril porque fechou-se em sua injustiça e a encobriu com aparências de religião: porque prefere viver na própria ambição e avareza explorando a religião para fins mercantis. Se não houver conversão, acontecerá com estes que não têm fé o que aconteceu com a figueira estéril.

A figueira tem aparência enganosa: está coberta de flores, porém, não tem frutos. A maldição de Jesus seca a figueira, revela a verdade da figueira: acaba com a aparência e mostra a sua esterilidade. Haverá, no entanto, uma nova figueira que terá como eixo não um templo, as a fé em Jesus Cristo. É esta fé que garantirá a fecundidade desta nova figueira.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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