Comentário ao Evangelho – Sexta-feira 22/04/2022

Sexta-feira na oitava da Páscoa

At 4,1-12

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O milagre realizado por Pedro e João e sobretudo o discurso de Pedro provocam a reação hostil das autoridades judaicas. Conforme diz o texto: as autoridades judaicas estavam irritadas, por um motivo bem específico: “porque ensinavam o povo, e anunciavam em Jesus a ressurreição dos mortos”. Quem eram essas autoridades e em que elas discordavam do anúncio dos apóstolos.

São dois grupos políticos religiosos: os fariseus e os saduceus. Os saduceus são os encarregados da administração do templo e por isso são eles que promovem a detenção dos apóstolos Pedro e João que fizeram a cura e pregavam no espaço do templo. O outro grupo é o dos fariseus ou doutores da lei. Eles se distinguem quanto a fé na ressurreição. Os saduceus, seguindo a antiga tradição bíblica, não acreditavam na ressurreição e por isso se sentem incomodados com a pregação da ressurreição de Pedro e João. Os fariseus, por sua vez, creem na ressurreição no último dia, mas eles não podiam aceitar que Jesus tivesse já ressuscitado e que as pessoas pudessem participar desde já da ressureição por meio da fé e Jesus.

Assim os dois grupos rivais, quanto a fé na ressurreição, se sentem alarmados diante do que pode acontecer. Eles se preocupam porque tem que enfrentar de novo Jesus, que julgavam já eliminado para sempre. Irritam-se porque seus discípulos continuem a pregação e a ação do Mestre.

Os sacerdotes, o comandante da guarda do templo e os saduceus tomam a iniciativa de ir prender os apóstolos no templo diante da massa de gente que os escuta. Como já é noite, não podem fazer logo o julgamento e deixam presos os presumidos réus. Na manhã seguinte se reúne o Grande Conselho. Estão presentes Anás e Caifás, sumos sacerdotes, que estiveram implicados na morte de Jesus. Os outros são: João, Alexandre e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote. Como se pode notar, é dada grande importância ao que os apóstolos realizaram no âmbito de templo.

E começa o interrogatório que se coloca no terreno da cura operada: que sentido tem? De onde procede o poder de curar o enfermo? A quem os apóstolos invocam para fazer a cura?

Pedro faz um breve discurso. Começa dizendo que há uma incongruência entre o que eles fizeram e a acusação levantada contra eles. Eles estão sendo julgados malfeitores por terem feito uma obra de misericórdia, por terem feito bem a um sofredor! Depois Pedro identifica em nome de quem eles agem, Jesus o Messias, o Cristo. Por fim, Pedro inverte os papeis no processo: o réu acusa os juízes de terem crucificado Jesus e afirma que Deus o ressuscitou dos mortos. Como prova da veracidade de sua palavra apresenta o homem curado.

Em seu testemunho diante do Grande Conselho, Pedro faz uma declaração de alcance universal e que vale para sempre, que vale para nós: “em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado à humanidade, pelo qual devamos ser salvos”.

Nestes dias em que celebramos a ressurreição de Jesus não deixemos de meditar e repetir e de interiorizar essa verdade de fé: “em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome, dado à humanidade, pelo qual devamos ser salvos”.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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