Comentário ao Evangelho – Sexta-feira 13/03/2020

2ª Semana da Quaresma – ANO A

Gn 37,3-4.12-13.17-28

 

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O comentário de hoje se refere à 1ª leitura.

Os sonhos de José foram uma profecia sobre o futuro, um futuro que beneficiaria não somente a ele, mas também a todo o povo. Os irmãos de José, porém, não compreenderam e fizeram de tudo para impedir que estes sonhos se realizassem. Na verdade, eles se opuseram de todas as formas à realização dos planos divinos. Da mesma forma agiram os chefes religiosos que perseguiram e crucificaram Jesus, invejosos da sua influência e temerosos de perder o poder.

A inveja é uma das coisas que mais profundamente fere o coração, sobretudo porque a inveja se baseia no bem que os outros têm ou fazem. Não havia motivos para invejar Jesus, ele só fez o bem, o mesmo aconteceu com José, com Abel e com todos os justos da Sagrada Escritura.

Deus, no entanto, não se deixa vencer pela inveja. Na história de José a inveja é vencida de modo maravilhoso. No Egito, ele não se vingou dos irmãos, mas os salvou da fome e da carestia. José viu no exílio e nos sofrimentos uma preparação que possibilitou aquilo que Deus queria para salvar os seus irmãos e o seu povo da miséria. A história de José não é a história de um homem magnânimo, mas a história da providência de Deus que vence a maldade humana. Apesar do mal, Deus sempre realiza o seu plano salvífico.

Jesus venceu a inveja aceitando ser o último de todos. Se olharmos o Senhor crucificado veremos que ele não provoca em nós nenhuma inveja: Ele cura nossa inveja na sua carne pregada na cruz. Sendo o último, Jesus demonstra que o seu poder, o seu domínio é o domínio e a onipotência do seu amor, de seu serviço a todos. Assim se realiza de modo surpreendente o plano de Deus, não obstante a maldade e a inveja humana.

Peçamos a Deus que nos cure de nossa inveja e coloque em nós um coração manso e humilde à semelhança de Jesus Cristo.

O que aconteceu conosco? O que vem ocorrendo com a humanidade, que, embora percebendo o aumento dos números de sofrimentos, parece não mais sensibilizar-se com eles? Teríamos deixado se perder o sentido mais profundo da vida? Diante, por exemplo, de concepções de felicidade individualista e consumista, não estaríamos nos esquecendo do significado maior da existência? Por que vemos crescer tantas formas de violência, agressividade e destruição? Perdemos, de fato, o valor da fraternidade? (Texto-base, CF 2020, 7)

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

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