Comentário ao Evangelho – Sexta-feira 07/02/2020

4ª Semana do Tempo Comum – ANO A

Mc 6,14-29

 

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O relato do martírio de João Batista é concluído de maneira dramática: “os discípulos levaram o cadáver e o sepultaram”. É uma conclusão brusca e quase fria. É a mesma forma como se conclui o drama da morte de Jesus: Marcos relata simplesmente, quase de maneira fria, que “José rolou uma pedra para fechar a entrada do tumulo”. O fim de João, o precursor, antecipa e pressagia o fim de Jesus, o Salvador.

O martírio de João Batista manifesta o pecado no seu ponto mais alto. Ele denunciou o adultério de Herodes e o chamou a conversão. Mas Herodes preferiu calar a voz que clama para não ter o incômodo de mudar de vida.

Herodes não está disposto a se converter e por isso mata o profeta. Fazendo isso, acaba por eliminar a própria possibilidade de conversão: João é a voz que faz ressoar a Palavra que é Jesus. Sem a voz que clama, a Palavra se cala.

Isso pode também acontecer conosco. Não devemos calar a voz da consciência quando ela nos acusa, porque fazendo isso a Palavra se cala e perdemos a possibilidade de nos converter e sermos salvos.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

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