Comentário ao Evangelho – Sexta-feira 01/07/2022

Sexta-feira da 13ª Semana TC

Am 8,4-6.9-12

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Novamente o profeta Amós se dirige aos negociantes ávidos de dinheiro e privados de qualquer respeito aos direitos dos outros: “Ouvi isto, vós que maltratais os humildes e causais a prostração dos pobres da terra”. Além de não respeitar os direitos humanos, eles não respeitam também a Deus. Eles não veem a hora de passar os feriados religiosos a fim de poder continuar comerciando de modo desonesto e vil. Eles não hesitam em aumentar o próprio lucro sem respeitar nem a lei nem a moral. “Quando passará a lua nova, para vendermos bem a mercadoria? E o sábado, para darmos pronta saída o trigo, para diminuir medidas, aumentar os pesos, e adultera as balanças”. Essa injustiça social clama pela vingança de Deus! É por isso que Amós anuncia severos castigos: “mudarei em luto vossas festas e em pranto todos os vossos cânticos”.

Ao ouvir essa profecia não devemos cair no erro do farisaísmo, ou seja, no erro de pensar que isso não é dito para nós. Não pensemos que os maus sejam só os outros e que sejam eles a merecerem o castigo de Deus. Devemos, pelo contrário, confessar que pertencemos a um mundo onde reina a avareza e a cobiça por riqueza a todo custo. A cobiça é, de fato, a causa da injustiça e nós, infelizmente, contribuímos para agravar a situação toda vez que nos deixamos levar pela avareza em pensamentos, atos e omissões.

Para as coisas que nos interessam sempre arranjamos tempo. Para visitar um doente, prestar um serviço gratuito, sempre falta tempo, da mesma forma como falta tempo para a oração. No fim das contas, nós nos tornamos semelhantes aos mercadores ricos e egoístas criticados por Amós.

Entre os castigos ameaçados pelo profeta, o último é decerto o mais terrível: “Eis que virão dias em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor. Os homens vaguearão de um mar a outro mar, circulando do norte para o oriente, em busca da palavra do Senhor, mas não a encontrarão”. É algo tremendo e trágico: buscar a palavra do Senhor e não poder encontra-la. Essa é desolação espiritual, causada por uma longa e contínua infidelidade e desobediência ao Senhor. É preciso que tenhamos medo de cair nessa desolação espiritual.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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