Comentário ao Evangelho – Segunda-feira 33ª TC – 20 11 2023

Segunda-feira 33ª TC

1Mc 1,10-15.41-43.54-57.62-64

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O primeiro livro dos Macabeus descreva a grande crise religiosa e a perseguição que se desencadeou com a subida ao poder do Rei Antíoco Epífanes. São dois os causadores do mal que se abate sobre o povo: no trono, é o novo rei; entre o povo, é o grupo de apóstatas que seduzia o povo a aderir uma nova política de alianças.

O novo rei chama-se Antíoco Epífanes, que quer dizer “Manifestação de Deus”. O livro dos Macabeus, porém, o chama de “raíz iníqua”.

O mais perigoso, porém, é o grupo de simpatizantes de uma nova política de alianças com nações estrangeiras. O projeto político desse grupo ativo era o de melhora a economia do país às custas da um sincretismo religioso que procura identificar o Deus Vivo e Verdadeiro com Baal da religião persa e com Zeus da religião grega. Com o pretexto de modernizar o país, a política e a economia, esse grupo, na verdade seduzia o povo a apostatar da fé em Deus.

Antíoco Epífanes acolherá essa nova política e a ampliará ainda mais. Ele abolirá a circuncisão e à aliança com Deus. Fará erigir sobre o altar dos sacrifícios “a abominação da desolação”, ou seja, um outro altar que profanou o altar original.

Do sincretismo se passou facilmente para a perseguição religiosa: “os livros da Lei que lhes caíam nas mãos eram atirados ao fogo depois de rasgados. Em virtude do decreto real, era condenado à morte todo aquele em cuja casa fosse encontrado um livro da Aliança”.

É nesse momento de crise, confusão e perseguição que se revelam os que permanecem fiéis ao até o sangue ao Deus Vivo e Verdadeiro. “Muitos israelitas resistiram e decidiram firmemente não comer alimentos impuros. Preferiram a morte a contaminar-se com aqueles alimentos”.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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