Comentário ao Evangelho – Segunda-feira 20/06/2022

Segunda-feira da 12ª Semana do TC

2Rs 17,5-8.13-15.18

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A leitura de hoje narra o resultado trágico da infidelidade de Israel: “o Senhor se indignou profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá”.

Como se chegou a esse resultado trágico? Tudo começou com o primeiro pecado que foi a idolatria. Antes, porém, de recorrer ao castigo, Deus advertiu o povo enviando os profetas para converter o povo a Deus. E foram muitos os profetas enviados por Deus: Aías, Elias, Eliseu, Miquéias, Amós e Oséias. Depois de repetidas admoestações, o povo cometeu um pecado ainda mais grave do que a idolatria, que é a obstinação no pecado. Ante a teimosia do povo de Israel, sobrevém infelizmente o castigo de Deus: uma vez que o povo rejeitou os mandamentos de Deus, o Senhor os rejeitou para longe de sua face.

A queda de Samaria nada mais é do que a conclusão trágica daquilo que Deus tinha declarado em Dt 30,15-19: “eu ponho hoje diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal. Se obedecerdes aos mandamentos do Senhor, viverás e te multiplicarás, e o Senhor te abençoará. Se, porém, teu coração se desviar e não quiseres ouvir, se te deixares seduzir para te prostrares diante de outros deuses, eu vos declaro que certamente perecereis. Apresentei diante de vós a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida para que vivas”.

Pode nos chocar que Deus tenha castigado o povo de Israel pelos seus pecados. Na verdade, quem escolheu o castigo, a maldição e a morte não foi Deus e sim o próprio povo. Deus não quer a morte do pecador. Deseja que ele se converta a viva. A tragédia de Israel é para nós uma advertência: podemos abusar da nossa liberdade e, em vez de escolher a vida, escolher para nós mesmos a morte.

A tragédia de Israel também nos adverte contra a tentação do endurecimento no pecado. A obstinação no pecado foi o que tornou a pregação dos profetas inútil e estéril. Os profetas enviados foram poderosos em palavras e obras. Realizaram milagres e pregaram com coragem. Eles não foram capazes de deter a marcha do povo em direção de sua ruína nacional, social e pessoal. A única coisa que eles puderam fazer foi retardar um pouco o desenlace trágico final.

Deus não pode ser acusado de ser injusto nem de ser cruel. As promessas de Deus não se cumprem de maneira automática e mecânica. Elas exigem a misteriosa colaboração humana, que no caso de Israel falhou.

Nós recebemos de Deus não somente as suas promessas. Recebemos o próprio Cristo e o Espírito Santo. Deus não permita que rejeitemos Cristo e o Espírito Santo. Não aconteça que endureçamos no pecado e assim percamos a salvação.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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