Comentário ao Evangelho – Segunda-feira 01/08/2022

Segunda-feira 18ª TC

Jr 28,1-17

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O carisma da profecia sempre esteve presente na Igreja. Infelizmente, assim como no passado, há pessoas que ser apresentam como profetas em terem sido enviadas por Deus. Há pessoas que aparentam revelar o pensamento de Deus sobre os caminhos que a Igreja deve seguir, mas que na verdade proclamam suas próprias ideias e opiniões.

Como podemos identificar a verdadeira da falsa profecia. São Paulo na Carta aos Romanos nos dá um critério importante: “Temos dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada. É o dom da profecia? Profetizemos em proporção com a fé recebida”. Esse critério é precioso para o discernimento da profecia autêntica e a leitura de hoje nos ajuda a entender essa regra dada pelo Apóstolo.

Na leitura de hoje vemos a contraposição entre dois profetas: Ananias e Jeremias. Ananias é um profeta de Gabaon que se apresenta como um enviado de Deus para anunciar uma profecia muito agradável para o povo de Jerusalém.

Naquela época, Jerusalém tinha sido conquistada por Nabucodonosor que tinha deportado a maior parte da população. Os habitantes que restaram viviam penosamente e em grande carestia. Naturalmente todos desejavam que as coisas melhorassem, e o profeta Ananias predisse que essa mudança favorável estava se aproximando: “Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. Ainda dois anos e eu farei reconduzir a este lugar todos os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tirou deste lugar e transferiu para a Babilônia. Também reconduzirei a este lugar Jeconias, filho de Joaquim e rei de Judá, juntamente com toda a massa de judeus desterrados para Babilônia, diz o Senhor, pois eu quebro o jugo do rei da Babilônia”.

Trata-se de uma profecia maravilhosa, que, porém, não corresponde a uma inspiração autêntica. Ananias pregava isso por oportunismo, para corresponder ao desejo do povo, mas não segundo a vontade de Deus.

Ananias ainda insistiu e fez um gesto profético simbólico. Ele pegou o jugo de madeira, que Jeremias carregava ao pescoço como sinal de que o povo iria se subjugado como castigo de Deus, e o quebrou e proclamou: “Isto diz o Senhor: deste modo quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, dentro de dois anos, livrando dele o pescoço de todos os povos”.

Deus, no entanto, dirigiu a palavra a Jeremias que precisou anunciar a Ananias: “Quebraste um jugo de madeira, mas em seu lugar farás um de ferro. Pus um jugo de ferro sobre o pescoço de todas as nações para servirem Nabucodonosor, rei da Babilônia, e lhe serão de fato submissas”.  Deus desacreditou a profecia de Ananias: “Ouve, Ananias, não foste enviado pelo Senhor e, contudo, fizeste este povo confiar em mentiras”.

Ananias não profetizou “em proporção com a fé recebida”, ou seja, em vez de anunciar a palavra de Deus, ele disseminou as suas próprias ideias e opiniões. Essa regra de São Paulo é muito atual e preciosa para nós. Antes de querer pôr na boca de Deus palavras que Ele não quer, é preciso receber a palavra de Deus e profetizar “em proporção com a fé recebida”. É preciso que não ultrapassemos os limites da graça recebida. Divulgar as próprias ideias como se elas fossem profecia divina, em vez de edificar a Igreja e os cristãos os destrói.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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