Comentário ao Evangelho – Sábado 30ª TC – 04.11.2023

Sábado 30ª TC

Rm 11,1-2a.11-12.25-29

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Paulo mostra que Deus não rejeitou o povo da Primeira Aliança. Os tropeços ocorreram, mas também os erros de Israel foram benéficos para os pagãos. Além disso, o tropeço de Israel não é definitivo: “Deus não rejeitou o seu povo, que ele desde sempre considerou. Acaso eles tropeçaram para cair? Não! De modo algum. De fato, o passo em falso que eles deram serviu para a salvação dos pagãos

A salvação dos pagãos teve como consequência uma reação de ciúmes por parte dos judeus. Enciumados eles acabaram por buscar proceder de modo correto. Dessa forma, aos judeus foi aberta de novo a porta do Evangelho. Assim o tropeço dos judeus se converteu em riqueza para os pagãos. Paulo reconhece assim que o fracasso do judaísmo e, ao mesmo tempo, olha com esperança para o futuro do povo da primeira aliança, esperando uma adesão de todos ao Evangelho.

Dessa forma o judaísmo não permanecerá uma subtração, mas se tornará uma adição na evangelização. “De fato, o passo em falso que eles deram serviu para a salvação dos pagãos, por sua vez, deve servir para despertar o ciúme neles. Ora, se o passo em falso deles foi riqueza para o mundo e o pequeno número dos crentes dentre eles foi riqueza para os pagãos, que riqueza será a adesão de todos eles ao Evangelho!

Os dons de Deus são irrevogáveis. Uma vez que Deus dá não toma de volta. “Com relação ao Evangelho, eles são inimigos, para benefício vosso, mas com relação à escolha divina, eles são amados, por causa dos patriarcas”. Se olhamos as coisas a partir da nossa perspectiva de pregadores do Evangelho, os judeus se comportam como adversários hostis, mas se olharmos as coisas a partir da perspectiva de Deus que escolhe, os judeus permanecem como povo eleito pela promessa feita a Abraão. Assim a precedência do povo judeu não é negada apesar do tropeço dele. Até mesmo o tropeço dele se torna a forma paradoxal com que o povo da primeira aliança se tornou mediador da salvação para todos os povos.

Paulo, porém, exorta para que não tropecemos também nós. Os cristãos não são superiores aos judeus e devemos ter bem presente o tropeço dos outros para não cometermos o mesmo erro. “Irmãos, para não serdes presunçosos por causa da vossa sabedoria, é importante que conheçais o mistério, a saber: o endurecimento de uma parte de Israel é para durar até que a totalidade dos pagãos tenha entrado na salvação”.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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