Comentário ao Evangelho – Sábado 29/01/2022

Sábado da 3ª semana do TC

2Sm 12,1-7,10-17

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A leitura de hoje narra o arrependimento de Davi. Depois de ter cometidos os pecados graves do adultério e do homicídio de Urias. Davi mostra um arrependimento tão admirável na sua sinceridade quanto foi abominável a sua culpa.

Deus deu a Davi a graça do arrependimento. Trata-se de uma iniciativa de Deus. Deus manda a Davi o profeta Natan e lhe inspira uma grande sabedoria pedagógica para conduzir Davi ao arrependimento. O profeta expõe a Davi um caso que não há nada a ver com os pecados cometidos: a história de um rico que possuía inúmeros rebanhos e de um pobre que não tinha nada, somente uma ovelhinha que ele amava como uma filha. O rico toma a ovelhinha do pobre para preparar uma refeição a um seu amigo.

Entre a história do profeta, o adultério de Davi e o assassinato de Urias parece não haver relação alguma. Por isso Davi se sente livre para reagir com indignação contra aquele rico desalmado. A ira de Davi estourou contra aquele homem, que, no fim das contas era ele mesmo. Natan fez Davi enxergar a injustiça cometida através de uma história que parecia não ter relação alguma com ele. De fato, Natan revelou que o homem contra quem Davi se indignava era ele mesmo. Pois Davi foi cumulado por Deus de bens e mesmo assim se apossou do único tesouro de Urias que era a sua esposa. Assim o veredicto de Davi se voltou contra ele mesmo.

Davi se mostrou gravemente injusto, cego pela paixão sexual. Deus, através do profeta Natan, fez com que Davi caísse na conta de seu pecado e lhe anunciou o castigo.

Davi então não busca escapatória. Não tenta justificar seus atos execráveis. Ele é sincero e confessa: Pequei contra o Senhor, correspondendo assim à graça que Deus lhe oferece.

Nesse sentido as graves culpas de Davi foram para ele ocasião de progresso na sua relação com Deus, que pôde perdoá-lo e conduzi-lo a um senso religioso profundo cuja expressão encontramos no Sl 50/51.

Da mesma maneira, Deus nos ajuda a tomar consciência das nossas culpas, quando cometemos o pecado. Esse é um aspecto da misericórdia de Deus: a misericórdia divina não só perdoa as nossas culpas, mas nos faz cair na conta de nossas culpas para assim nos arrependermos. Isso acontece de muitas formas: uma leitura que fazemos, a palavra de correção de um amigo, uma pregação. É muito importante acolher essa oferta da graça de Deus e não tentar justificar nossos erros ou acobertar nossa culpa. Assim também as nossas culpas poderão se tornar uma ocasião de crescimento e de amadurecimento da nossa relação com Deus.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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