Comentário ao Evangelho – Sábado 20/08/2022

Sábado da 20ª Semana do TC

Ez 43,1-7a

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Para entender a visão de Ezequiel descrita hoje é preciso recordar que a glória do Senhor tinha se retirado do Templo após anos de pecados e abominações cometidos pelo povo. Sem a presença do Senhor, o Templo deixa de ser templo para se mero edifício profano.

A leitura de hoje descreve, ao contrário, o retorno da presença de Deus ao lugar de onde tinha partido. Ezequiel, aliás, faz questão de narrar a sua visão da volta de presença de Deus no Templo recordando a visão da sua partida: “A visão era idêntica à visão que tive quando ele veio destruir a cidade”. O retorna da glória de Deus ao Templo, porém, não significa mera volta ao passado, como se nada tivesse ocorrido, desde que a presença do Senhor tinha se retirado do Templo. Trata-se aqui de um novo começo que brota da experiência do pecado e da punição de Deus.

Ezequiel vê a promessa como já realizada: “A glória do Senhor entrou no Templo pela porta que dá para o nascente. Então o espírito raptou-me e me levou para dentro do pátio interno e eu vi que o Templo ficou cheio da glória do Senhor”.

Qual é o significado disso tudo? Essa visão revela que Deus quer habitar sempre em meio ao seu povo.

É preciso, porém, reconhecer que o próprio Povo de Deus nunca reconheceu o templo material como verdadeira habitação de Deus. Com efeito, a própria Bíblia nos revela: “Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, a terra, o estrado dos meus pés. Que casa é essa que construireis para mim? Que lugar é esse, para o meu repouso? Todas as coisas, foi a minha mão que fez; tudo isso é meu”.

É preciso ainda lembrar que o Templo de Jerusalém, depois dessa visão do retorno, foi destruído. Por isso ele não é a verdadeira habitação de Deus.

Quem realizou perfeitamente a palavra da profecia: “Este é o lugar onde habitarei para sempre”, é o próprio Jesus. O verdadeiro Templo onde Deus habita para sempre não pode ser um edifício material. O Templo do qual fala Ezequiel é, na verdade, a humanidade de Cristo.

Jesus é a verdadeira habitação de Deus entre nós, a fim de que crendo em Jesus possamos habitar em Deus e Deus habitar em nós. “Todo aquele que confessa que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele, e ele em Deus” (1Jo 4,15).

Essa é nossa maravilhosa situação. E por isso devemos agradecer.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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