Comentário ao Evangelho – Sábado 18/06/2022

Sábado da 11ª semana do TC

2Cr 24,17-25

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Na leitura de hoje ouvimos que “os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá”. Quando ouvimos essa reprovação profética podemos ter a tentação de achar que ela não nos diga respeito. Afinal nós não adoramos troncos sagrados nem imagens esculpidas. Devemos, porém, levar a sério essa reprovação como uma advertência, pois todos nós somos tentados a cometer idolatria. Idolatria acontece toda vez que tomamos como fim uma realidade que deveria ser tomada somente como meio.

Jesus, no Evangelho, denuncia a idolatria do dinheiro: “Ninguém pode servir a dois senhores: ou odiará um para amar o outro, ou se ligará a um, desprezando o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6, 24).

A idolatria do dinheiro é muito espontânea. O dinheiro é necessário para muitas coisas, e não é possível viver dignamente sem ele. O dinheiro, no entanto, se torna um ídolo como os troncos sagrados e as imagens esculpidas toda vez que ele é buscado como fim em si mesmo. O dinheiro deve ser nosso servidor, não nosso patrão e senhor. Se trabalhamos para viver, o dinheiro se torna nosso servidor. Se vivemos para o dinheiro, ele se torna nosso ídolo.

O cristão trabalha para fazer com que o Reino progrida; trabalha para servir e para prestar serviço ao bem comum. Evidentemente o seu trabalho lhe permite ganhar dinheiro necessário para a sua vida e para o de sua família, mas ele não vive em função do dinheiro. O fim da vida cristã é amar a Deus e ao próximo como Jesus amou. Todo o resto é secundário e relativo a essa finalidade da vida cristã.

Não devemos permitir que as preocupações materiais sejam mais importantes do que as preocupações espirituais. Essa orientação para os bens superiores e essenciais é o que permitirá que o mundo viva em paz e seja próspero. Quando reina no mundo a idolatria do dinheiro, todas as relações sociais são prejudicadas e a injustiça e a violência começam a imperar. Nosso mundo necessita urgentemente se organizar para os bens superiores. De outra forma as guerras se multiplicarão, as injustiças se disseminarão, a violência crescerá.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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