Comentário ao Evangelho – Sábado 17/10/2020

Sábado da 28ª semana do TC

Lc 12, 8-12 

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No evangelho de hoje, Jesus prevê que os seus apóstolos terão que enfrentar reações de hostilidade. A hostilidade, porém, não impedirá a missão: comparecendo nas sinagogas e nos tribunais civis, levarão o testemunho de fé ao âmbito secular e também ao religioso. Jesus garante que o testemunho terreno dos discípulos chegará aos Céus: assim como eles reconhecem o Filho do Homem na terra, também o Filho do Homem os reconhecerá diante dos anjos de Deus.

Jesus não promete aos missionários a serenidade nem a imunidade diante da violência e da rejeição, mas lhes assegura a vitória sobre o medo, cuja fonte se encontra na vitória de Jesus sobre a morte. A Páscoa será, para Jesus e para os seus discípulos, a experiência dessa vitória.

É surpreendente a afirmação de Jesus, segundo a qual a afronta contra o Espírito Santo nunca poderá ser perdoada, se a compararmos com aquela parte do Evangelho em que se narra a parábola do filho pródigo, cujo tema principal é o perdão dos pecados. Tal ensinamento, porém, deveria ser interpretado à luz da compreensão particular da noção de missão cristã, segundo Lucas. Os seguidores do Filho do Homem vão rejeitá-lo no momento em que Ele é preso, como o testemunha a negação de Pedro, o primeiro dos seus apóstolos. Pedro não consegue reconhecer nem aderir completamente a Jesus porque ainda não assistiu à sua Paixão nem à sua Ressurreição, e ainda não recebeu o Espírito Santo, no Pentecostes. Todavia, essa infidelidade é perdoada a Pedro mediante a saudação do Senhor ressuscitado, “a paz esteja convosco!” (Lc 24,36), e o amor (cf. Jo 21,15-9). Depois de ter recebido o Espírito Santo, a experiência do Evangelho está completa, e Pedro, renovado, está agora cheio da força de Cristo ressuscitado, certo do dom da fé. A sua própria profissão cristológica foi fruto do Espírito nele (cf. Mt 16,18).

O pecado contra o Espírito Santo não pode ser perdoado não porque Deus não queira perdoar, mas porque esse pecado consiste em não reconhecer o Salvador. Quem comete o pecado contra o Espírito Santo não O reconhece nem se dispõe a se arrepender. O pecado contra o Espírito Santo é endurecimento na cegueira de quem se julga justo sem a necessidade de Jesus para ser justificado. É o pecado de quem não se reconhece pecador e, por isso, pensa não precisar do perdão. Pelo contrário, acha que Deus lhe seja devedor de sua presumida e presunçosa santidade e justiça. É o fechamento na própria mediocridade erigida em modelo a ser seguido pelos outros.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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