Comentário ao Evangelho – Quinta-feira da 8ª Semana TC – 01.06.2023

Quinta-feira da 8ª Semana TC

Eclo 42,15-26

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A leitura é um canto ao Deus Criador e à sua obra. É um canto de louvor e, ao mesmo tempo, uma confissão de fé: tudo o que existe foi criado pela palavra de Deus, por isso toda a criação está repleta de “palavras de amor” do Criador, todas as criaturas estão submetidas à sua vontade, e da sua vontade recebem o seu sentido e orientação.

Como o sol, ao nascer, inunda e ilumina todas as coisas com sua claridade, assim a glória do Senhor irradia e se manifesta através de todas as suas criaturas. A majestade divina assim se manifesta mais clara do que a luz do meio-dia. A grandeza da criação é tal que nem os anjos de Deus são capazes de descrever todas as suas maravilhas.

Ao mesmo tempo que Deus tudo ilumina e se manifesta na grandeza da criação, Deus penetra o abismo misterioso e impenetrável do coração do homem. Tudo está nu diante dos olhos de Deus, tanto a ordem cósmica como na ordem moral. Sem devassar a consciência humana Deus está mais presente ao homem do que ele a si mesmo, é mais íntimo a ele do que ele é íntimo a si mesmo.

O conhecimento de Deus não está limitado pelo espaço nem pelo tempo: aos olhos de Deus tanto o passado quanto o futuro estão patentes. Assim o conhecimento de Deus abarca tudo em profundidade e em extensão: nem um só pensamento lhe escapa, nem uma só palavra lhe é oculta.

O que nós conhecemos é apenas um vislumbre da sabedoria de Deus. Nossa ciência está para a ciência de Deus como está a centelha para o incêndio.

Em uma palavra: toda a criação é reflexo da sabedoria divina: “quem, pois, se fartará de contemplara sua glória?

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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