Comentário ao Evangelho – Quinta-feira 30/06/2022

Quinta-feira da 13ª Semana TC

Am 7,10-17

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O profeta Amós predizia as catástrofes que se abateriam sobre o país como castigo pela injustiça social que degradava a vida social. Quando um profeta anuncia catástrofes iminentes são possíveis duas atitudes: a primeira é a reação descrita na leitura que acabamos de ouvir. É a atitude de querer calar a voz do profeta para não se sentir incomodado nem chamado à conversão. A segunda atitude é aquele que foi descrita no livro de Jonas: a conversão sincera e a mudança de vida.

É possível calar a voz do profeta de diversas maneiras. Uma vez que Amós predizia a ruína de Israel, a morte do rei Jeroboão e o exílio do povo, foi “convidado” a ir embora de Betel. Com efeito, o Sacerdote Amasias disse a Amós: “Vidente, sai e procura refúgio em Judá, onde possas ganhar teu pão e exercer a profecia; mas em Betel não deverás insistir em profetizar, porque aí fica o santuário e a corte do reino”.

No tempo de Amós a religião e o Estado, a fé e a política estavam estreitamente unidas, por isso a pregação de Amós, ameaçando terríveis castigos de Deus, era considerada perigosa do ponto de vista político. Por isso, era preciso mandar o profeta para o exílio. Foi o mesmo que aconteceu com Jeremias: porque ele profetizou a destruição de Jerusalém e de seu templo, foi considerado um antipatriota, um homem politicamente suspeito, foi encarcerado e ameaçado de morte.

Assim se faz calar o profeta: uma solução fácil e ilusória. Por que querer tapar o sol com a peneira? Para que tapar os ouvidos para não ouvir. Ainda que o profeta seja impedido de pregar, a ameaça que pende sobre as pessoas não desaparece nem se torna menos grave. Pelo contrário, calar o profeta, faz o perigo aumentar, uma vez que essa atitude é um obstinar-se no pecado.

Outra atitude tomou o povo de Nínive: levou a séria a profecia e se converteu na esperança de que a catástrofe predita fosse evitada. Jonas percorreu a cidade por três dias anunciando: quarenta dias e Nínive será destruída”. Os ninivitas poderiam ter feito calar o profeta com facilidade, mas, em vez disso, eles acreditaram em Deus, publicaram um jejum público e se converteram do maior ao menor. Os ninivitas buscaram um remédio para o perigo que foi anunciado pelo profeta, e por isso, Deus deixou de cumprir a ameaça que tinha feito.

Nós também podemos escolher entre essas duas atitudes, quando nos chega alguma advertência por parte de Deus. As advertências de Deus podem chegar a nós de vários modos: através da palavra de um homem de Deus, de uma leitura da Escritura ou de um livro, de fatos que nos colocam diante das consequências de um comportamento que não é de acordo com a vontade de Deus. Não ignoremos as advertências que o Senhor nos faz; não tapemos os ouvidos; não calemos a voz dos profetas de nosso tempo.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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