Comentário ao Evangelho – Quinta-feira 12/05/2022

Quinta-feira da 4ª Semana da Páscoa

At 13,13-25

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A leitura reproduz a primeira parte do discurso de Paulo na Sinagoga de Antioquia da Pisídia. A regra seguida pelos missionários Paulo e Barnabé era o de anunciar o Evangelho primeiramente aos judeus e, só quando era por eles rejeitados, se dirigir aos pagãos.

Paulo faz o discurso depois da leitura da Lei e dos Profetas e após o convite feito a Barnabé e Paulo: “Irmãos, se vós tendes alguma palavra para encorajar o povo, podeis falar”. Esse convite é feito, provavelmente, porque a fama do conhecimento da Bíblia dos visitantes Paulo e Barnabé já se tinha espalhado entre os judeus da cidade.

O que os ouvintes esperam não é somente uma palavra boa, mas uma palavra de encorajamento. Depois da leitura da Escritura, as pessoas sempre se interrogavam: haveria no momento presente algum indício do cumprimento das promessas que Deus tinha feito ao seu povo? Haveria na Escritura alguma palavra que ajudasse o fiel a descobrir a mão de Deus no mundo em que vivia? A resposta a essas perguntas era bem vinda e era considerada “palavra de encorajamento”.

Por isso, Paulo toma a palavra e faz uma retrospectiva de todo o Antigo Testamento antes de mostrar a necessidade de tomar uma decisão para o presente e fazer enxergar a esperança do futuro. Em outras palavras, ele recorda o passado da histórica com Deus para mostrar a urgência de uma decisão do presente que abre para uma grande esperança futura.

Paulo inicia a retrospectiva passando pelas principais etapas da história da salvação: a eleição dos antepassados, a escravidão no Egito, o Êxodo, o envio dos juízes, a escolha do rei Davi. Paulo dá grande importância ao rei Davi: “Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade”. Davi tem grande importância para o que Paulo quer anunciar. Segundo a interpretação judaica, Deus tinha prometido um rei que reinaria para sempre. Mas essa promessa divina ainda aguardava o seu cumprimento. Os judeus esperavam que tal promessa se cumpriria com a vinda do Ungido, o Messias, o Cristo, da descendência de Davi. Dessa forma Paulo tem a ocasião de anunciar: “Conforme tinha prometido, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus”.

A vinda do Salvador foi preparada ao longo de todo o Antigo Testamento. Reconheçamos com gratidão o amor de Deus que nos preparou para o cumprimento de suas promessas para muito além daquilo que podíamos esperar.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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