Comentário ao Evangelho – Quinta-feira 04/08/2022

Quinta-feira da 18ª Semana do Tempo Comum

Jr 31,31-34

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A leitura de hoje é o ponto alto do Antigo de Testamento. Trata-se da promessa da Nova Aliança. Essa profecia da Nova Aliança demonstra uma inspiração profundamente religiosa e de pureza profunda. Com efeito, no AT há muitas profecias que prometem a intervenção positiva de Deus, a libertação do povo, mas misturando elementos de prosperidade terrena, de riquezas materiais com as espirituais.

Na leitura de hoje, porém, tudo está centrado na relação pessoal com Deus. A nova aliança será muito diferente daquela do Sinai: “Não como a Aliança que fiz com seus pais, quanto os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram”. Quais são as diferenças entre a Aliança do Sinai e a Nova Aliança.

A primeira diferença é que no Sinai as leis foram escritas em tábuas de pedra. Eram leis externas que não mudavam o coração do homem. Com efeito, quando o coração humano é malvado para que servem as leis? Mesmo que as leis sejam boas em si mesmas, elas só servem para suscitar o desejo de transgressão. Quando o coração é malvado, basta que esteja prescrito “é proibido” para suscitar nesse coração o desejo de fazer o que é proibido.

Na Nova Aliança, pelo contrário, a leis será escrita dentro do coração para o transformar em bom coração: “Imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei o seu Deus e eles serão o meu povo”. Isso significa que, a lei de Deus será compreendida na sua intenção de amor, porque a vontade de Deus é sempre uma vontade de amor. Deus não ordena para oprimir, para coagir as pessoas, mas para estabelecer com elas uma relação de amor. Trata-se, portanto, de uma lei aceita livremente e de boa vontade. A Nova Aliança não é somente um pacto entre Deus e o povo: é sobretudo uma relação pessoal sincera e íntima entre Deus e o seu povo. Dessa forma “não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão dizendo: Conhece o Senhor! Todos me conhecerão, do menor ao maior”. Na Nova Aliança não será necessária sequer a profecia, pois haverá comunhão com Deus e conhecimento pessoal de sua vontade.

Tudo isso será fundado na última promessa de Deus: “Eu perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”. A Nova Aliança está fundada sobre a infinita misericórdia de Deus.

Esse texto profético não descreve o modo como tal promessa se realizará.

Cristo revelará como isso se dará: mediante o sacrifício por amor da Cruz. Na cruz, Jesus ofereceu o sacrifício da Nova Aliança. Foi um sacrifício pessoal, uma oferta do coração, do corpo, do sangue e de toda a sua humanidade. Sobre o mistério pascal de Jesus, sobre a sua oblação perfeita foi fundada a Nova Aliança. A eucaristia nos é dada exatamente para que nós possamos progredir nessa Nova Aliança e a possamos acolhê-la cada vez mais profundamente no coração e na vida.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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