Comentário ao Evangelho – Quarta-feira da 25ª Semana do TC – 27.09.2023

Quarta-feira da 25ª Semana do TC

Esd 9,5-9

A oração de Esdras é emocionada e humilde. O templo tinha sido reconstruído e consagrado; os serviços do templo e a classe sacerdotal tinham sido reorganizados, a páscoa tinha sido celebrada no templo, a unidade nacional começava a ser reconstruída a partir do templo e a organização da vida nacional tinha sido retomada.

Na base de tudo isso, está uma atitude fundamental que é a humildade e a penitência. Esse é o significado da oração de Esdras. Esdras reconhece que a reconstrução do templo e da vida nacional não são obra humana. Da mesma forma também a edificação da Igreja. Somente Jesus tem esse poder que Ele transmite aos Doze apóstolos.

Assim na base da construção da obra de Deus deve estar a nossa humildade e a confissão de nossos pecados. É assim que começa a oração de Esdras: “Meu Deus, estou coberto de vergonha e confusão ao levantar a minha face para ti, porque nossas iniquidades multiplicaram-se acima de nossas cabeças e nossas faltas se acumularam até ao céu”.

Essa é a condição para edificar a casa de Deus e para restaurar as suas ruínas. Se falta a humildade e a dor pelos pecados a obra de Deus não pode ser realizada e será somente uma estéril tentativa humana. Se, ao contrário, pusermos os fundamentos da humildade e do arrependimento, Deus poderá realizar a sua obra e o fará com a generosidade de sua misericórdia.

Não há duvidas: para edificar a Igreja é preciso que contribuamos com a oferta da nossa humildade, do nosso arrependimento e sobretudo com a confiança na misericórdia divina.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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