Comentário ao Evangelho – Quarta-feira 26/05/2021

Quarta-feira da 8ª Semana TC

Mc 10, 32-45

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O Evangelho de hoje nos ajuda a refletir o mistério da Eucaristia e a nossa vida à luz desse mistério.

Na eucaristia o pão e o vinho são transformados (transubstanciados) no corpo e sangue de Cristo. Ora essa transformação ocorre por causa de outra transformação que é a que é descrita no Evangelho de hoje.

No início o Evangelho de hoje há um verbo no passivo: o Filho do homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da lei. Os verbos que se seguem exprimem o sentido desse “ser entregue”: Ele será condenado, será zombado, será torturado, será morto…

No fim do Evangelho há, porém, um verbo na voz ativa: o Filho do Homem veio para servir e dar a sua vida como resgate para muitos. Temos, portanto, uma transformação: o Filho do Homem será entregue (passivo); o Filho do homem veio para entregar a própria vida. O “ser entregue” se transforma em “entregar a vida”.

Quando acontecem coisas penosas em nossa vida, nós espontaneamente sofremos passivamente os sofrimentos com a impressão de que eles não são justos. É comum perguntar: por que acontece comigo? O que fiz para receber esse mal?

Assim nós não somente ficamos passivos como também nos fechamos diante do evento que nos faz sofrer.

Com Jesus acontece algo muito diferente. Ele sofreu uma dor realmente injusta, por isso seria de esperar que ele se rebelasse contra tal sofrimento. Mas ele transformou a pena injusta em sacrifício positivo. Ele aproveitou a morte injusta para entregar a própria vida. Ele transformou o passivo em ativo. É uma transformação realmente extraordinária tomar um evento tão negativo como a cruz para transformá-lo no sacrifício redentor do mundo, no sacrifício por amor.

Somente o coração de Jesus podia realizar essa transformação. E essa transformação é a condição para que aconteça a transubstanciação eucarística. Se Jesus não tivesse transformado o sofrimento injusto em dom generoso de amor, Ele também não teria podido dar o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida de salvação.

A eucaristia, dessa maneira, transforma também a nossa vida, fazendo com que os sofrimentos, mesmo os injustamente impostos, sejam transformados em sacrifício generoso em união com Cristo crucificado e ressuscitado. Graças à Eucaristia essa força de transformação age em nós pelo Espírito Santo.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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