Comentário ao Evangelho – Quarta-feira 17/08/2022

4ª feira da 20ª Semana TC

Ez 34,1-11

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Para designar os chefes e o povo, a imagem do pastor e das ovelhas era espontânea em Israel. O pastoreio era uma atividade muito comum e cotidiana para o povo de Israel. Mesmo que a criação de ovelhas não fosse, de fato, em favor delas, se criou, todavia, uma imagem em que a relação do pastor com suas ovelhas era de afeto e de cuidado dedicado. E é exatamente sobre essa imagem, e não sobre a atividade econômica, que se baseia o profeta para exortar os chefes do povo a cuidar bem do rebanho humano.

Ezequiel, em nome de Deus, desaprova o comportamento dos pastores de Israel, ou seja, dos chefes do povo. Esses pastores “se apascentam a si mesmos! Não são os pastores que devem apascentar as ovelhas?” É, portanto, uma situação anormal. Deus condena os pecados de egoísmo dos pastores que em vez de servir o rebanho se servem dele; eles buscam suas vantagens e não a vantagem do rebanho. Os pastores tiraram vantagens materiais e só se interessaram pelas honrarias pessoais, mas não buscaram o bem das pessoas.

Também os pecados de omissão e de prevaricação são denunciados. “não fortalecestes a ovelha fraca, não curastes a ovelha doente, nem enfaixastes a ovelha ferida. Não trouxestes de volta a ovelha perdida; ao contrário, dominastes sobre elas com dureza e brutalidade”. Os chefes demonstraram condenável falta de responsabilidade, por isso Deus anuncia-lhes o castigo: “Aqui estou para enfrentar os pastores e reclamar deles minhas ovelhas. Vou tirar-lhes o ofício de pastor, e eles não mais poderão apascentar-se a si mesmos”.

Em lugar dos maus pastores, Deus mesmo apascentará pessoalmente o seu povo.

Essa profecia nos ajuda a entender com mais profundidade a afirmação de Jesus: Eu sou o bom pastor. Ele veio não para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos. Que pastor humano daria a vida pelas ovelhas? Somente a generosidade divina pode inspirar e impulsionar tal entrega de si.

São Pedro exorta os dirigentes da Igreja a apascentar “o rebanho de Deus, cuidando dele não por obrigação, mas de boa vontade, não por interesse vergonhoso (lucro sórdido), mas generosa e gratuitamente; não como dominadores da herança, mas como modelos do rebanho” (1Pd 5,2-3). Eis algumas palavras chave importantes para quem exerce algum ofício na Igreja: generosidade, desinteresse, humildade.

Mesmo que não tenhamos todos nós responsabilidades pastorais, somos todos solicitados a evitar os comportamentos condenados por Ezequiel e a seguir as atitudes recomendadas por S. Pedro. Por isso é bom que nos perguntemos: quando realizo um trabalho ou serviço o que busco realmente? O sucesso, o enriquecimento? O bem das pessoas? Quando falamos publicamente, quando proclamamos a leitura, quando servimos na missa, quando cantamos, qual é a nossa preocupação? Ser admirados, ser estimados? Ser úteis e fazer bem o serviço?

Peçamos ao Senhor que nos ensine a cumprir nossas obrigações com espírito de serviço à semelhança de Cristo que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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