Comentário ao Evangelho – Quarta-feira 13/07/2022

Quarta-feira 15a semana TC

Is 10,5-7.13-16

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Como são admiráveis os desígnios de Deus! Da forma mais simples e servindo-se das circunstâncias mais adversas, nos foram revelados os mistérios mais ocultos da Providência divina, dando explicação às vicissitudes mais vulgares da experiência humana.

Um povo, o povo santo de Deus, o povo da Aliança e das Promessas está sujeito à tirania de um povo dominador, de um povo pagão pior do que ele. Onde está a justiça de Deus? Onde está a sua Providência? Onde está o amor de Deus ao seu povo, tantas vezes proclamado com as imagens expressivas da mãe que se comove com seu filhinho? De que serve Deus? Acaso não são mais fortes e poderosos os deuses assírios?

Nessa encruzilhada, Deus abre a boca do seu profeta: “Ai de Assur, vara de minha cólera, bastão em minhas mãos, instrumento de minha indignação”. Essa exclamação é todo um tratado de teologia e resume as linhas chave do pensamento de Isaías.

A Assíria não é melhor do que Judá, por mais que se convença disso. Os seus deuses não são superiores ao Senhor, mesmo que a Assíria vença as batalhas. Então, por que a Assíria domina o mundo? Simplesmente porque Deus quis exercer justiça para com seu povo e Assur é apenas o instrumento de purificação, o instrumento de sua indignação.

Com esta simplicidade, Isaías assentará um dos pilares básicos da teologia bíblica: tudo está nas mãos de Deus. A criação e a história não escapam aos desígnios da sua Providência.

Judá não tinha compreendido o papel da Assíria nos planos divinos, tampouco Assur o compreendeu. Jamais lhe passou pela cabeça ser um simples instrumento nas mãos de Deus. As suas vitórias e as suas conquistas militares foram interpretadas como fruto da sua força e do seu agir prudente. Por isso tinham entesourado riquezas, destronados reis e imposto o seu orgulho terreno por toda a parte, sem que ninguém tivesse ousado “abrir o bico e dar um pio”.

Isso tudo, porém, é autoengano e soberba.

A grandeza de um povo não está na política ou na sabedoria humanas, mas na fidelidade aos desígnios de Deus. A história confirmou a Palavra de Deus, revelada através do profeta Isaías.

Será que finalmente aprenderemos a lição?

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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