Comentário ao Evangelho – Quarta-feira 12/08/2020

Quarta-feira da 19ª Semana do TC

Mt 18, 15-20

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A correção fraterna é sinal e gesto de amor, feita de verdade e de caridade. Ela só é possível onde a pessoa é acolhida nos seus limites e não é julgada se erra, é absolvida se é culpada, é procurada quando se perde e é perdoada quando peca. Além de tudo isso a correção é um gesto que constrói e reconstrói a fraternidade.

A condição indispensável para corrigir o outro é a aceitação incondicional do outro. O outro só consegue aceitar críticas sobre a sua conduta quando se sente acolhido incondicionalmente. Caso contrário, a crítica é experimentada como agressão contra a qual precisa se defender.

A correção fraterna é o antídoto para a contraposição viciosa, para a crítica maldosa e o endurecimento defensivo. Ela é necessária em uma comunidade feita de pecadores que são chamados à perfeição cristã. A perfeição cristã não é uma conquista individual, feita de heroísmo egoísta. A perfeição cristã só pode ser alcançada com a ajuda da graça e dos irmãos que nos corrigem.

O pecado sempre causa escândalo, ou seja, provoca o sentimento de revolta e pode arrastar outros ao mesmo pecado. O escândalo se alimenta da fofoca e da maledicência e destrói o pecador, jogando-o ainda mais no pecado. Nesse sentido, a correção fraterna é o oposto do escândalo, porque a correção cerca o irmão de cuidado e tece em volta dele uma rede de proteção contra o seu próprio pecado para arrastá-lo ao bem e à conversão.

A estratégia de eliminar a maçã podre tem o objetivo de impedir a difusão do mal e preservar a contaminação dos outros. Mas como já foi dito, isso joga o pecador ainda mais fundo no seu pecado. A correção fraterna condena com firmeza o pecado e opõe a ele um muro, mas recupera o pecador e reconstrói fraternidade perdida com o pecado. Para isso é preciso justiça e verdade: o pecado é identificado enquanto tal, mas ao pecador oferece-se um caminho de conversão.

Nesse sentido, é preciso não desistir do pecador e lançar mãos de todos os meios para trazer o pecador ao bom caminho e à fraternidade: o diálogo pessoal, a mediação de outros, a punição com a exclusão da comunidade. Também este último remédio não visa eliminar o pecador, nem exclusão do amor. A finalidade é a de que o pecador se converta e viva.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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