Comentário ao Evangelho – Quarta-feira 11/03/2020

2ª Semana da Quaresma – ANO A

Mt 20,17-28

 

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Hoje escutamos o terceiro anúncio da Paixão. Por três vezes Jesus preparou e anunciou aos apóstolos a sua paixão, dizendo que ele seria preso, condenado, escarnecido e crucificado. E por três vezes se repete a mesma incompreensão por parte dos discípulos. Depois do primeiro anúncio, Pedro se escandaliza dizendo a Jesus: “Isto nunca acontecerá Senhor”. Na segunda vez, os discípulos discutem sobre quem é o maior dentre eles. Depois deste terceiro anúncio, são os filhos de Zebedeu que, apresentam através da mãe, um pedido inoportuno. Jesus tinha falado de humilhação, e os apóstolos ambicionam honras e privilégios: “sentar um a direita e outro a esquerda no reino”.

Tudo isso demonstra que a paixão era necessária para transformar o coração dos discípulos e também o nosso coração. Nem mesmo as palavras de Jesus foram suficientes para converter o coração dos discípulos. Apesar de tantas palavras boas e sábias continuou crescendo, no coração dos apóstolos, pensamentos orgulhosos, cobiça e egoísmo. Foi necessário que Cristo imergisse tudo isso no fogo de sua paixão para que finalmente os discípulos pudessem se converter.

Ao pedido importuno dos dois irmãos Jesus não perde a paciência. Pelo contrário, tem uma atitude de educação progressiva. Faz com que eles percorram um caminho progressivo de várias etapas.

Primeira etapa: para chegar às honras é necessário atravessar muitas provas: “podeis beber do cálice que estou para beber?”. É o cálice da amargura de que falam os profetas.

Segunda etapa: Jesus promete a participação no seu cálice, mas eles não chegarão ao intento deles: “não cabe a mim conceder-vos sentar à minha direita e à minha esquerda”. Os discípulos aceitam a prova, mas não terão os resultados esperados desta prova. Mas mesmo isto não tem importância depois que passam pela prova.

Na vida espiritual a prova transforma o homem, que ao final não ambiciona mais a satisfação terrena para qual tendia antes.

Para preparar um futuro verdadeiramente humano, não é suficiente rejeitar o mal, mas é preciso construir juntos o bem. Por essa razão, a CF deseja fermentar uma cultura do cuidado, da responsabilidade, da memória e da proximidade, estabelecendo uma aliança contra todo tipo de indiferença e ódio (Texto-base, CF 2020, 40).

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

 

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