Comentário ao Evangelho – Domingo 29/08/2021

22º Domingo TC B

Mc 7, 1-8.14-15.21-23

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As coisas criadas por Deus são boas porque são criadas por Ele para o ser humano. Cada criatura é uma palavra de amor do Criado. Se houvesse algo mau na criação, Deus não o teria criado.

O mal, portanto, não está nas coisas criadas, mas no abuso da liberdade. Dito nas palavras do de Jesus: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior.

É do coração do homem, ou seja, do exercício errado da liberdade que vêm as impurezas e os pecados. Por isso não basta lavar as mãos, os copos e as vasilhas de cobre para se manter livre da impureza. É preciso cuidar da pureza do coração, da pureza da consciência.

Assim não há moralidade das coisas criadas. O que há é moralidade dos atos humanos. As coisas criadas em si mesmas não são morais. Mas o que o ser humano faz com elas pode ser qualificado de moral ou imoral.

A moralidade não qualifica as coisas criadas: elas são boas porque criadas por Deus para o ser humano (Deus viu que era bom…). A moralidade qualifica os atos humanos: eles podem ser bons ou maus.

Como faço para saber se uma ação que faço é boa ou má? Todos nós possuímos a razão e a consciência moral que nos permitem julgar com clareza sobre a bondade ou maldade de uma ação. Há algumas diretrizes que nos ajudam a distinguir as boas das más ações.

  1. A ação que eu escolho fazer. Por isso aquilo que faço deve ser bom. Há muitas ações que são boas: caridade, paz, paciência, bondade, longanimidade, mansidão, fidelidade, modéstia, clemência, castidade. Existem ações que são más e devem ser evitadas. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más (impuras) saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem.
  2. A intenção com que faço algo. A intenção é a finalidade com que faço. A intenção não torna bom um ato em si mau. Roubar bancos é sempre mau, mesmo que eu tenha a intenção de distribuir o dinheiro aos pobres e necessitados. Por outro lado, uma má intenção pode tornar má uma ação que em si mesma é boa. Posso ajudar uma pessoa a levar suas compras dentro de casa com a intenção de preparar um assalto. Posso prestar um serviço com a intenção de me exibir e de me vangloriar.

As circunstâncias e as consequências dos atos. São elementos secundários da ação moral. Podem atenuar ou aumentar a responsabilidade da pessoa. Por exemplo: o montante de um furto; a montante de uma doação; agir por medo de morrer. As circunstâncias não podem modificar a qualidade moral dos próprios atos; não tornam boa ou má uma ação.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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