Comentário ao Evangelho – Domingo 27/12/2020

Domingo da Sagrada Família, Jesus, Maria e José.

Lc 2, 22-40

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Todos nós estamos ligados necessariamente a uma família. Nela nós encontramos as raízes de nossa existência e nossa formação como pessoa humana. Ser pessoa humana é ser de outros. Somos como um tecido de fios de muitas outras vidas. Somos provenientes de homem e de mulher, ambos tecidos de duas outras famílias. São duas correntes da humanidade que se uniram, e, num dado momento, se uniram e geraram uma nova vida. Portanto, estar ligado a uma família, dela receber a existência é algo próprio de nossa condição humana.

A festa de hoje é também celebração do Natal. Ao se encarnar o Filho de Deus quis viver em uma família humana. Ele teve uma família. Isto para nós parece banal. Quem é que não está ligado a uma família? Não existe nada mais natural e normal do que este fato.

O que nos causa admiração e espanto é que o Filho de Deus teve uma família. Deus levou a sério a encarnação. Assumiu todas as consequências de seu ato: tornou-se homem como nós e não apenas a aparência humana: se fez carne. Ele tornou-se verdadeiro homem sem deixar de ser Deus.

O Filho de Deus não se contenta apenas em entrar na história humana através de uma família, mas também participou de todo o processo de crescimento e amadurecimento dentro da família como qualquer um de nós. Jesus aprendeu na família a arte de ser homem e de responder aos problemas de seu meio. É na família que Jesus se relaciona com o mundo e com os homens, e, a partir dela, foi ampliando seu círculo até dimensões mais vastas.

No evangelho ouvimos que Jesus “crescia, ficava forte e cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele”. Muitos, às vezes, se escandalizam com esta afirmação, pois pensam que Jesus devia saber tudo desde criança. Sob o pretexto de que Cristo é Deus, muitos acham que Jesus devia saber tudo sobre o mundo, sobre seu destino e sobre os acontecimentos futuros. Assim ele não poderia em absoluto ter adquirido nada pela educação.

Esta concepção esquece de confessar a verdadeira humanidade de Jesus. A perfeição do conhecimento para uma pessoa humana não consiste em saber tudo. O conhecimento divino de Jesus não consiste num conhecimento enciclopédico universal, mas no conhecimento sem escuridão de dúvidas da vontade do Pai. Tal conhecimento da vontade do Pai se deu num processo humano de discernimento, descoberta e fidelidade. Jesus não era um computador universal, mas um homem historicamente situado e limitado, que aprendeu, desde a infância, a colocar seu crescente saber humano totalmente a serviço da vontade divina.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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