Comentário ao Evangelho – Domingo 26/06/2022

13º. Domingo do TC Ano C

Lc 9,51-62

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O tema central do evangelho de hoje é a vocação. Quando se fala de vocação é preciso primeiramente evitar um equívoco frequente. Por muito tempo, esta palavra foi usada para indicar uma vocação particular: a vocação ao estado religioso e sacerdotal. Dessa maneira, a maioria dos cristãos, quando ouvem falar de vocação, pensam que esse seja um tema que não lhe diz respeito.

O Concílio Vaticano II varreu de vez esse preconceito (LG 2). Há uma vocação fundamental que é de todos e para todos. Qualquer outra vocação particular nasce desta vocação fundamental e nela se enxerta. Até mesmo o nome de Igreja (Ecclesia) expressa essa realidade: nela todos somos convocados, vocacionados. Para cair na conta dessa distinção e unidade entre vocação fundamental e vocações particulares, São Paulo é muito importante. Ele afirma a vocação fundamental de todos os cristãos: “há um só corpo e um só Espírito, como também é uma a esperança a qual fostes chamados (vocacionados)” (Ef 4,4). Ao mesmo tempo ele afirma as vocações particulares: “A alguns ele (Cristo) concedeu serem apóstolos; a outros, pastores e mestres” (Ef 4,11).

Ao longo da história bimilenar da Igreja as vocações particulares foram agrupadas em três gêneros ou forma principais, cada uma das quais admite em seu interior uma grande variedade de especificações e carismas. São elas: a vocação laical ou secular, a vocação ao sacerdócio, a vocação ao estado religioso (LG 31).

A nossa vocação fundamental é o de ser discípulos de Cristo e de pertencer à Igreja. De fato, ser discípulos de Cristo e membros da Igreja vem antes de ser leigos ou sacerdotes, pertencer a este ou àquele grupo eclesial.

Procuremos hoje manifestar em que consiste esta vocação fundamental comum a todos nós. Viver a vida cristã como vocação significa vivê-la como resposta ao chamado que Deus fez chegar a nós em Cristo e que faz chegar a nós, a cada instante, através da voz da nossa consciência e da Igreja.

Estar na Igreja não é um acaso, fruto de circunstâncias fortuitas. Estar na Igreja é fruto de um chamado de Deus que se dá na consagração batismal. Na Igreja somos chamados não para ficar somente com o corpo, mas com o coração. Na Igreja somos chamados à santidade: o chamado à santidade é universal e não se restringe a somente a alguns privilegiados.

Por isso, responder a vocação fundamental significa difundir a santidade entre todos os cristãos. Significa também criar uma familiaridade com a santidade no cotidiano.

Muitos são os meios objetivos à nossa disposição na Igreja para realizar nossa vocação à santidade: os sacramentos, a Palavra de Deus, o exemplo dos santos, o ensino do magistério. Mas todos esses meios objetivos, para serem eficazes e operantes, precisam do meio subjetivo por excelência que é a própria consciência. A consciência é o repetidor de Deus; é como o chamado introjetado à santidade que ressoa em nosso coração; é o lugar onde Deus responde à nossa pergunta: Senhor, o que queres que eu faça?

Jesus nos chamou para segui-lo. Não deixemos morrer o seu convite! É terrível pensar que ele passe e nos chame e, depois, prossiga sozinho sem que nós tenhamos aceitado o seu convite. É terrível, porque o chamado de Jesus é o chamado à vida em plenitude, à felicidade verdadeira, ao sentido da existência.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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