Comentário ao Evangelho – Domingo 14/02/2021

6º Domingo B

Mc 1, 40-45

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v.40: um leproso chegou perto de Jesus

Não temos certeza de que se tratasse de lepra (hanseníase) no sentido clínico estrito. A lepra mencionada na Bíblia não era uma única enfermidade, mas muitas, incluindo fungos e mofos (cf. Lv 13-14). As formas modernas de hanseníase eram raras no tempo de Jesus. De qualquer forma, a doença de pele daquele homem “leproso” era grave e provocava a impureza e excluía a pessoa da comunidade.

É por isso que o “leproso”, de joelhos, pede: “se queres, tens o poder de purificar-me”. Os leprosos não eram “puros” para a adoração religiosa e não podiam participar do culto publicamente.

A reação de Jesus é de profunda “simpatia”: v.41: Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica curado”!

Prestemos atenção nas palavras e gesto de Jesus. Ele diz: “Quero”: essa é uma palavra de consolo divino. O leproso sabia que Jesus podia efetuar a cura, mas não estava certo sobre a vontade dele de o curar. Com esse “quero”, Jesus dissipou qualquer dúvida. Jesus era dono de personalidade profundamente compassiva, e usou tudo quanto tinha para aliviar o sofrimento humano. Ele não realizou milagres a fim de dar espetáculo, mas somente para demonstrar seus direitos messiânicos e para aliviar os sofrimentos das pessoas que encontrava.

Prestemos atenção também ao gesto de Jesus: ele estendeu a mão e tocou nele. Jesus toca no doente e não se contamina. Pelo contrário, o cura e o limpa de sua impureza.

A cura foi instantânea, completa e benéfica para o corpo e para a alma. Mas antes de poder retornar ao culto, era necessário que aquele homem obedecesse ao que prescrevia a legislação mosaica. A cura precisava ser testemunhada oficialmente (Lv 14,2-32). Por isso Jesus o manda mostrar-se ao sacerdote e oferecer os sacrifícios prescritos por Moisés. Essa ordem mostra que Jesus desejava que aquele homem, além de recuperar a saúde, fosse reintegrado à comunidade.

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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