Comentário ao Evangelho – Domingo 08/11/2020

32º Domingo do TC A

Mt 25, 1-13


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A parábola das virgens é a mais bela metáfora da nossa existência. A nossa vida é comparada com um sair para ir ao encontro do amado, do noivo. A nossa vida é, de fato, um sair para um destino. Nós saímos do seio da mãe para este mundo; nós saímos da casa do pai e da mãe para formar uma outra família. A todo momento nós estamos saindo do que somos para sermos o de que devemos ser até o momento de nossa saída definitiva deste mundo para nossa Vida, que está escondida em Cristo em Deus (Cl 3,3).

Não sabemos o dia e a hora da chegada do esposo, mas sabemos que ele virá e a cada dia nós damos um passo em direção a Ele ou para longe dele. Para que não nos desencontremos do noivo é preciso trazer óleo na lâmpada, ou seja, é preciso que escutemos e coloquemos em prática a Palavra de Deus.

Devemos ser como as virgens prudentes: a vida delas é uma contínua preparação para a chegada do noivo. Elas encheram a própria vida da espera do noivo; antes de Ele chegar o aguardam e o amam. Por isso quando Ele chega estão preparadas.

O noivo chega inesperadamente. No meio do alvoroço da chegada do noivo todas as virgens preparam as suas lâmpadas. É nesse momento de agitação e de surpresa que as insensatas caem na conta de que não têm o azeite suficiente para conservar as suas lâmpadas acesas. Elas pedem emprestado para as prudentes, mas estas se recusam a emprestar um pouco de azeite. Não é por egoísmo! A recusa das prudentes tem o objetivo de evidenciar a responsabilidade pessoal. A parábola nos adverte que a preparação para a vinda do noivo é uma tarefa que não pode ser delegada nem terceirizada.

A seriedade do momento em que o noivo chega exige de cada uma preparação pessoal e que não pode ser delegada. Somente os que estiverem preparados no momento decisivo da vinda do noivo poderá participar das núpcias. O atraso e a imprevidência têm como consequência a exclusão da salvação e do Reino de Deus. Depois que a porta for fechada, é inútil insistir. A resposta será a mesma resposta terrível que foi dada para as imprevidentes: “Em verdade eu vos digo: não vos conheço”.

A parábola não é para nos assustar, mas para nos chamar a atenção para a importância do presente. O momento presente é o único que nos é dado para viver. A salvação e a perdição se decidem no presente e não no futuro! O futuro só está em nossas mãos, se o presente for vivido com consciência e responsabilidade.

Assim o fracasso final é colocado diante de nossos olhos para despertar nossa consciência e para que não permaneçamos inativos. A visão do desastre final nos é dada para que despertemos de nossa indolência e preguiça.

 

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

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