Comentário ao Evangelho do Dia – 7 de novembro

07/11 – Quarta-feira 31ª Semana TC

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

Ouvindo o Evangelho recebemos uma ducha fria: Se alguém vem a mim, mas não se desapega (odeia) de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da própria vida, não pode ser meu discípulo.

Quando ouvimos a proclamação da única lei do amor, ficamos contentes e entusiasmados. Assim como as multidões que queriam seguir Jesus, também nós desejamos seguir Jesus quando ele nos fala do amor.

Jesus não quer nos iludir. Nós pensamos que amar é bom e sumamente desejável. Quem não deseja amar e ser amado? E pensamos que aquilo que espontaneamente desejamos seja igualmente fácil. É nisso que nos enganamos. O amor como o de Cristo é muito exigente.

Ele dá dois exemplos em forma de parábola para nos fazer ver que para amar e seguir Jesus é preciso, antes, analisar se temos as condições necessárias para tanto.

O primeiro exemplo do homem que constrói a torre. Antes de começar é preciso analisar com cuidado se se possui os recursos e o capital para concluir a construção. A torre pode ser substituída por outros projetos materiais (casa, loja, reformas)

O outro exemplo é o da guerra. Antes de ir para a guerra contra um outro é preciso se sentar e ponderar se com 10 mil combatentes pode vencer aquele que marcha com 20 mil. Se vê que não é possível, envia mensageiros para negociar a paz. Só se entra em guerra se há condições realistas para a vitória.

Se isso acontece em relação aos nossos projetos materiais, com muito mais razão ainda o nosso seguimento de Jesus Cristo. Por que deveríamos improvisar seguir Jesus? Por que não se preparar para fazer o bem? Por que não empregar a criatividade e a inteligência na vida cristã?

Para construir uma torre são necessários recursos financeiros, para fazer a guerra são necessários suprimentos e combatentes. E para seguir Jesus? Eis o paradoxo: para seguir Jesus é preciso ser pobre e desapegado de tudo, até dos afetos mais fundamentais e até da própria vida.

Jesus não condena o amor pela família, nem nosso amor pela vida. Isso só se torna obstáculo quando o amor se torna possessivo.

Jesus é o modelo e a medida disso mesmo que ele exige de nós. Ele se desapegou de seu pai e sua mãe sem deixar de amá-los e obedecê-los. Ele se desapegou de sua própria vida, mas não como um suicida. Fez de sua morte um sacrifício de amor. Ninguém lhe tira a vida; ele a dá livremente. A missa é o sacrifício de Cristo que se dá ao Pai por nós e para a remissão dos pecados.

Diante da exigência radical de amar Jesus ao ponto de amar menos a família e a própria vida, experimentamos a impotência e a nossa incapacidade de um amor tão grande: dar a vida por amor…

Onde encontraremos a força para amar assim como Jesus? Jesus deseja que tomemos consciência de nossa fraqueza para que busquemos a força de amar onde tal força se encontra: o coração de Jesus. É ele que nos dá a capacidade de amar como Ele. Recebamos na eucaristia a sua força, a sua vida, o seu coração…

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