Comentário ao Evangelho do Dia – 22 de outubro

22/10 Segunda-feira da 29ª Semana do TC

Por Dom Julio Endi Akamine SAC

O reino de Deus é um tesouro que preenche nossa vida e nos leva a um comportamento de desapego e de desprendimento dos bens materiais. Os bens deste mundo se tornam relativos, ou seja, valem somente na medida em que nos garantem o bem absoluto que é o Reino. Assim os bens deste mundo não são o absoluto.

A vida não é uma propriedade. Ela não pode ser comprada nem pode ser vendida. Ela não pode ser assegurada com dinheiro. Por isso, quem alicerça a existência neste mundo numa base material, está vazio e a morte lhe revelará a vaidade de uma vida assim gasta.

A vida não é um bem material que pode ser possuído, adquirido ou vendido. Como podemos garantir a vida? Haverá um “seguro de vida” que nos garanta uma vida em abundância e não somente uma compensação pecuniária que não tem validade alguma para si, mas somente para os descendentes?

Para responder a essa pergunta, Jesus narra uma parábola. Tendo tido um ano de colheita abundante, o homem rico ficou ainda mais rico e se sentiu seguro para desfrutar dos bens sem ter que se preocupar com o futuro. Ele pensava ser dono do futuro e da vida! Insensato! Aquele homem era rico para si, mas diante de Deus encontrou-se vazio!

Existe uma riqueza que fecha o homem em si mesmo e o converte num egoísta e indiferente aos outros. Há, porém, outra riqueza, a riqueza diante de Deus que é aquela que se abre para a vida dos outros, para além da fronteira da morte.

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